ELEIÇÕES 2026

No Rio, Lula fala em recuperar territórios tomados pelo crime

Presidente participou de evento de ação integrada de segurança entre União, estado e município

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) destacou nesta sexta-feira (18/9) que o Estado deve se comprometer na recuperação de territórios tomados pelo crime organizado, na cidade do Rio de Janeiro.

"No Rio, um dos nossos compromissos é recuperar o território. Não tem sentido o bandido dominar uma favela, não tem sentido um bandido tomar conta do clube do bairro. Eu sei que sozinho nenhum de nós vai conseguir resolver", discursou o petista, ao lado do ministro da Justiça e Segurança, Wellington Lima e Silva, do diretor-Geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do prefeito e do governador do Rio de Janeiro, Eduardo Cavaliere (PSD) e Ricardo Couto, respectivamente.

Lula sinalizou para uma possível aprovação no Senado da proposta de emenda à Constituição (PEC) da Segurança, que visa criar uma integração das polícias por meio de um Sistema Único de Segurança Pública.

"O que nós estamos tentando mostrar aqui é o começo, isso aqui é o começo de uma experiência da Polícia Militar, da Polícia Civil, da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal e da Polícia da Prefeitura trabalharem juntos", pontuou, ao acrescentar que uma possível aprovação da matéria no Senado fará com que o presidente crie um ministério específico à área de Segurança Pública.
De iniciativa do Executivo, o texto que prevê a criação do Sistema Único da Segurança Pública foi aprovado pela Câmara e já passou pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. A votação em plenário, porém, deve ficar para depois das eleições.

Ação integrada

A ação anunciada hoje, no Rio, terá o objetivo de reduzir o controle territorial, a mobilidade, a capacidade logística e o poder econômico das organizações criminosas, além de ampliar a presença do poder público e fortalecer as estruturas municipais de segurança.
As ações estão alinhadas ao Programa Brasil Contra o Crime Organizado. Para Wellington Lima, titular da Justiça e Segurança, a estratégia utilizada nesta ação antecipa o que o governo almeja fazer em outros estados por meio de uma eventual aprovação da PEC da Segurança Pública.
"O senhor (Lula) está antecipando coisas que serão mais fortes com a aprovação da PEC. O senhor já está antecipando e o senhor também está corrigindo um defeito histórico que encontrou sua justificativa lá no período da Constituinte, que era uma excessiva concentração em relação aos estados e um desaparecimento do papel da União que hoje aqui está representado", explicou o ministro.

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