Brasil x EUA

PT vê "guerra híbrida" após EUA suspenderem serviços consulares no Brasil

Oficialmente, Washington sustenta que a suspensão dos atendimentos tem relação com segurança

O governo de Donald Trump não detalhou a natureza da ameaça nem informou quando os serviços serão retomados  -  (crédito: Angela Weiss/AFP)
O governo de Donald Trump não detalhou a natureza da ameaça nem informou quando os serviços serão retomados - (crédito: Angela Weiss/AFP)

O secretário de Comunicação do PT, Éden Valadares, classificou como parte de uma estratégia de “guerra híbrida” o cenário envolvendo os Estados Unidos e o Brasil, após a suspensão dos serviços consulares norte-americanos no país nesta sexta-feira (2/10).

A Embaixada dos Estados Unidos em Brasília e os consulados em São Paulo, Rio de Janeiro, Recife e Porto Alegre interromperam os atendimentos presenciais sob a justificativa de “questões de segurança”. Até o momento, o governo norte-americano não detalhou a natureza da ameaça nem informou quando os serviços serão retomados. 

Fique por dentro das notícias que importam para você!

Para Éden, o episódio deve ser observado dentro de um contexto mais amplo de pressão sobre o Brasil. Ao comentar o cenário, o dirigente petista recorreu ao conceito de guerra híbrida, modelo de conflito que combina instrumentos convencionais com ações políticas, econômicas e digitais.

“Guerra híbrida é estratégia de conflito que combina táticas militares tradicionais com ações não militares, como ataques cibernéticos, desinformação, pressão econômica e interferência política”, afirmou o secretário.

A declaração ocorre a dois dias do primeiro turno das eleições presidenciais e em meio à atenção do governo brasileiro sobre possíveis interferências externas no processo eleitoral. Nesta semana, veio a público que integrantes da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) relataram a delegações da França e da Alemanha suspeitas de interferência estrangeira no pleito, incluindo ações atribuídas aos Estados Unidos e à Rússia. 

Na quinta-feira (1º), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também afirmou acompanhar “de muito perto” as eleições brasileiras e classificou o pleito como “muito importante”. O republicano, porém, não declarou apoio a nenhum candidato nessa manifestação. 

Oficialmente, Washington sustenta que a suspensão dos atendimentos tem relação com segurança. Segundo o Departamento de Estado, autoridades norte-americanas estão trabalhando em cooperação com o governo brasileiro para tratar da situação. 

  • Google Discover Icon
AH
postado em 02/10/2026 09:22 / atualizado em 02/10/2026 09:46
x