Caso Master

Fachin cobra da PF apuração integral de fatos sobre ministros no caso Master

Presidente do STF afirma que eventuais informações sobre integrantes da Corte devem ser apresentadas sem exceção e diz que dará os "encaminhamentos devidos"

O presidente do STF também defendeu que PF e MP atuem com independência e rigor nas apurações, respeitando as competências constitucionais de cada instituição -  (crédito: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil     )
O presidente do STF também defendeu que PF e MP atuem com independência e rigor nas apurações, respeitando as competências constitucionais de cada instituição - (crédito: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil )

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, cobrou da Polícia Federal a apuração integral de fatos relacionados ao Banco Master que possam envolver integrantes da Corte. Em ofício encaminhado nesta sexta-feira (2/10) ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, o ministro afirmou que eventuais dados, documentos ou indícios sobre o caso devem ser apresentados sem exceção de pessoa.

No documento, Fachin afirma que há interesse institucional do Supremo no esclarecimento de informações relacionadas ao “eventual envolvimento de integrantes” do Tribunal no caso Master. O presidente da Corte também sinalizou que pretende adotar as medidas cabíveis a partir do momento em que receber formalmente as informações reunidas pelas autoridades responsáveis pelas investigações.

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“Sem prejuízo de procedimentos em andamento, cumpre-me esclarecer que, apenas chegue a esta Presidência relatório, expediente ou conjunto de informações dessa natureza onde tenham sido apresentados integralmente, sem exceção de pessoa, os fatos correlatos, serão dados os encaminhamentos devidos”, escreveu Fachin.

O presidente do STF também defendeu que Polícia Federal e Ministério Público atuem com independência e rigor nas apurações, respeitando as competências constitucionais de cada instituição. Segundo Fachin, eventuais ilícitos devem ser investigados com seriedade, transparência e respeito à ordem constitucional, como forma de preservar a confiança pública nas instituições.

Fachin não indicou quais ministros estariam relacionados aos elementos mencionados no ofício e tampouco atribuiu a integrantes da Corte a prática de irregularidades. O ministro ressaltou ainda que eventuais informações devem ser encaminhadas e analisadas formalmente, independentemente da condição dos envolvidos.

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postado em 02/10/2026 17:45 / atualizado em 02/10/2026 17:59
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