
A campanha de Lula vai apresentar ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nesta sexta-feira (2/10), novos fatos na investigação que apura possível interferência externa nas eleições brasileiras. A movimentação ocorre a dois dias das eleições presidenciais de domingo (4/10) e em meio ao anúncio de suspensão das atividades da embaixada dos Estados Unidos no Brasil sob a justificativa de prezar pelar "segurança".
Inicialmente publicado pelo jornal O Globo, a inclusão de novos fatos na investigação que apura possível interferência externas nas eleições brasileiras foi confirmada pelo Correio, que apurou junto à campanha de Lula a informação de que a direção da corrida eleitoral à reeleição do presidente ainda não protocolou o documento na justiça eleitoral.
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PF apura riscos a embaixadas
A legações de que a campanha de Lula acionaria o TSE para incluir novos fatos na investigação que apura possível interferência externa nas eleições brasileiras ocorreram em meio a uma operação da Polícia Federal no Entorno do Distrito Federal e em São Paulo contra suspeitos de atos que poderiam colocar em risco instalações diplomáticas dos Estados Unidos.
O pedido foi feito antes de a Polícia Federal emitir uma nota informando que fez uma ação contra suspeitos de planejar um ataque contra a embaixada dos EUA no Brasil. No comunicado, a PF informou que não foram "verificados até o momento elementos que corroborassem os riscos inicialmente apontados, tampouco identificados quaisquer suspeitos de envolvimento com organizações criminosas". A corporação disse também que as investigações prosseguem com a análise dos equipamentos apreendidos.
A determinação vale para a Embaixada dos Estados Unidos, em Brasília, e os consulados em São Paulo, no Rio de Janeiro, em Porto Alegre e Recife. "Trata-se de ação preventiva adotada em investigação sigilosa conduzida pela Polícia Federal e fruto da cooperação permanente com agências de inteligência estrangeiras", destacou a PF, em nota, ao acrescentar não ter encontrado nenhuma ameaça real às embaixadas.
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