
Em meio às discussões no Senado Federal sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, que reduz de 44 para 40 horas semanais a jornada máxima de trabalho, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), publicou um vídeo em que ironiza a posição do rival na corrida à reeleição, o senador e candidato Flávio Bolsonaro (PL), que defende a flexibilização da CLT.
“Eu quero saber como é que o Flávio Bolsonaro vai votar. Eu quero saber como é que ele vai orientar o PL para votar”, disse o chefe do Executivo e candidato à reeleição em vídeo publicado nesta quarta-feira (7/10).
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Lula deseja que a proposta seja votada antes do segundo turno das eleições e espera que a discussão sobre a redução, que é bem vista pela maioria da sociedade, contribua para a reversão de votos contra Flávio no segundo turno, após a derrota no dia 4. Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Senado, já colocou o tema em discussão nesta semana no plenário, e a expectativa é que a votação seja realizada na próxima semana.
“Por que nós queremos que o trabalhador fique dois dias em casa? Para ele descansar mais, para ele conviver mais com a família, para ele passear com os filhos, para ele visitar os parentes, para ele poder ter um pouco de lazer na sua vida e a mulher poder descansar mais. É isso que é o fim da escala 6x1. Agora, chegou a hora de o povo saber a verdade, quem é quem nesse país”, acrescentou Lula, no vídeo publicado.
O candidato pelo PL acusa Lula de “oportunismo” com a discussão sobre a medida em meio ao segundo turno das eleições e defende maior flexibilização da jornada prevista nas leis trabalhistas. “A nossa proposta é dar essa liberdade para que o trabalhador monte a sua jornada de trabalho conforme a sua possibilidade, a sua necessidade”, defendeu Flávio, em entrevista na manhã desta terça-feira (6).
O Senado retomou na tarde desta quarta-feira o segundo dia de discussões sobre a proposta, que deve se estender pelo menos até o dia seguinte. O presidente do Senado destacou, em sessão nesta terça, que defende a votação individual para que “cada senador e cada senadora” indique sua posição sobre o tema “com a sua consciência e com a sua convicção”.
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