
A oposição no Congresso Nacional tenta adiar para depois das eleições a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que põe fim à escala de trabalho 6x1. Senadores desse campo político se reuniram nesta quarta-feira (7/10) e decidiram pedir ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que a votação ocorra somente após o segundo turno das eleições.
Segundo os parlamentares, a senadora Tereza Cristina (PP-MT) foi escalada para tratar do assunto com Alcolumbre. O coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), defendeu que a tramitação da redução da escala de trabalho 6x1 siga o regimento. Além disso, disse que a discussão da matéria neste momento é “oportunista” e “eleitoreira”.
Fique por dentro das notícias que importam para você!
O tema é um dos principais motes da campanha do presidente e candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em um aceno ao petista, o presidente Alcolumbre pautou as três primeiras sessões de discussão da matéria para esta semana. A oposição, no entanto, vem tentando adiar a votação para depois do segundo turno.
“Nós achamos que a discussão agora é oportunista. Nós não nos negamos a discutir a jornada, mas agora claramente o Lula está desesperado para encontrar alguma forma de se reconectar com o eleitorado”, disse. “Vamos aguardar o processo de discussão e oportunamente vamos nos posicionar”.
A mudança na jornada tramita via Proposta de Emenda à Constituição (PEC) no Senado Federal. Para ser votada em primeiro turno, a matéria demanda cinco sessões de discussão. Três delas ocorrem nesta semana.
Alcolumbre sinalizou que a matéria pode ser votada na semana que vem. Caso isso se concretize, há ainda um período de interstício e mais três sessões de discussão para a PEC poder ser votada em segundo turno.
Seguindo o regimento fielmente, a segunda votação da matéria poderia ficar para depois do dia 25 de outubro, o segundo turno das eleições. No entanto, caso haja acordo, todo esse processo regimental pode ser encurtado. “Se ele cumprir o regimento, está de bom tamanho”, disse Marinho.
Jornada flexível
Marinho ainda voltou a defender uma jornada flexível de trabalho, em que o trabalhador possa negociar com o empregador os dias e horas trabalhadas. Ele criticou que o Senado não tenha discutido questões como a produtividade, tecnologia, qualificação da mão de obra e educação.
Ele ainda criticou o foco dado à discussão da redução da jornada de trabalho, em meio a um período eleitoral. “A gente tá aqui monotematicamente falando de um único tema, que tem muito a ver com uma aventura, com oportunismo, com uma certa conveniência do que com a realidade do objetivo das pessoas”, disse.
Política
Política
Política
Política
Política
Política