
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu, nesta quinta-feira (8/10), a aprovação da proposta de emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública e cobrou o apoio da bancada ligada ao senador Flávio Bolsonaro (PL). Em vídeo selfie em sua conta no Instagram, o petista afirmou que a medida tem como objetivo ampliar a atuação do governo federal no combate à criminalidade e fortalecer o Sistema Único de Segurança Pública.
Segundo o presidente, a proposta foi encaminhada por seu governo à Câmara dos Deputados para estabelecer o papel da União na segurança pública. O petista afirmou que o texto já foi aprovado pelos deputados e está em tramitação no Senado desde março deste ano. "Eu espero que a bancada do Flávio Bolsonaro vote para que a gente possa de uma vez por todas combater o crime organizado", disse Lula.
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Na sequência, o presidente questionou a resistência bolsonarista à proposta e fez uma acusação direta contra o grupo político de Flávio Bolsonaro. "Por que ele não quer votar? Porque ele faz parte desse crime organizado", afirmou.
Lula também criticou Flávio Bolsonaro por, segundo ele, ter defendido um policial que teria matado uma criança de 5 anos com um tiro de fuzil. O presidente utilizou o episódio para questionar a disposição do senador em apoiar uma legislação que amplie a atuação do Estado no combate ao crime. "Como é que ele vai poder aprovar uma lei para permitir que o Estado combate o crime?", questionou.
No vídeo, Lula ainda citou o caso do assassinato da vereadora Marielle Franco. O presidente afirmou que Flávio Bolsonaro não queria que o governo federal atuasse na investigação e disse que, com a atuação da União, foi possível descobrir quem matou Marielle. "Ele não queria que o governo federal apurasse o crime da Marielle e nós descobrimos quem foi que matou a Marielle", declarou.
Ao final da gravação, Lula voltou a pedir a aprovação da PEC e afirmou que a medida permitirá ao governo federal ampliar o enfrentamento à criminalidade no país. "Portanto, aprove a PEC da segurança pública e nós vamos ensinar como é que se acaba com a criminalidade desse país", concluiu.
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Revista do Correio