
As campanhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) convocaram seus apoiadores para disputar espaço nas redes sociais neste sábado (17/10). A mobilização ocorre, principalmente, nos canais Exército de Lula e Tropa do Flávio, no WhatsApp.
Entre os eleitores do atual presidente, o objetivo é retomar o “verde e amarelo”, cores associadas ao bolsonarismo. Já a campanha de Flávio quer uma onda de postagens feitas em supermercados com reclamações sobre os preços.
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A convocação da campanha lulista foi feita pelo deputado federal reeleito André Janones (Rede-MG), criador do canal. A “missão” é para que os apoiadores publiquem simultaneamente, às 9h, fotos usando roupas verdes e amarelas — como a camiseta da seleção brasileira — e “fazendo o L”, em apoio ao presidente.
Segundo Janones, é “a missão mais difícil do Exército do Lula até o momento”, pois tenta coordenar “4 a 5 milhões de pessoas”. Ele insiste, no vídeo, para que os apoiadores não façam postagens antes da hora. A estratégia, segundo o parlamentar, é retirar as cores da bandeira brasileira da associação com a direita.
“Isso traz quem não é do nosso campo. Isso traz aquele eleitor que está ali, indeciso, que está no meio”, declarou Janones. Ele insiste, ainda, para que artistas do campo da esquerda também incentivem seus seguidores a participar.
Supermercados
Já na Tropa do Flávio, a chamada foi feita pelo deputado reeleito Nikolas Ferreira (PL-MG), em áudio publicado no canal.
“Começou um movimento hoje, para que, no final de semana, você vá ao supermercado, tire uma fotinha da sua nota fiscal, da sua compra, e coloquem no seu Instagram: ‘está tudo caro’. Conto com vocês para poder mostrar a realidade que, durante todo esse tempo, o Lula prometeu picanha e, além de não ter chegado, deixou tudo mais caro”, anunciou Nikolas.
Pouco antes da chamada, o deputado federal e senador eleito Gustavo Gayer (PL-GO), também em áudio, comentou que o período de maior desgaste para o presidente Lula nas redes foi quando ocorreu uma enxurrada de postagens reclamando dos preços.
“Lembrem-se, o povo comum, aqueles que não são antenados na política, eles só querem viver, eles só querem ir ao supermercado comprar comida para suas famílias, e esse povo não está conseguindo fazer isso”, afirmou.
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