
As eleições para governadores foram marcadas por uma virada em Tocantins e no Rio Grande do Norte no segundo turno. Os candidatos que terminaram a primeira etapa da disputa atrás de seus adversários conseguiram reverter o resultado e venceram as eleições de domingo. Em Tocantins, o deputado federal Vicentinho Júnior (PSDB) foi eleito com 63,98% dos votos, enquanto a senadora Professora Dorinha (União), que havia liderado o primeiro turno, obteve 36,02%. No Rio Grande do Norte, Cadu de Lula (PT) venceu com 50,77% dos votos, contra 49,23% de Allyson Bezerra (União).
Além das viradas, as eleições estaduais ampliaram a força da direita e do centro-direita no país. Das 27 unidades da Federação, 17 elegeram candidatos desses campos políticos, ante 14 governadores ligados à direita eleitos em 2022. O resultado impõe um desafio ao presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), enquanto a esquerda manteve o domínio no Nordeste.
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Eleitores de cinco estados e do Distrito Federal foram às urnas ontem para definir, além do presidente da República, seus governadores. As unidades da Federação que decidiram a disputa pelo Executivo estadual no segundo turno foram Acre, Amazonas, Tocantins, Rio Grande do Norte, Distrito Federal e Espírito Santo.
Em termos de reeleição, 13 dos 19 governadores que se candidataram permanecerão no comando de seus estados. Seis foram derrotados. A taxa de reeleição foi de 68%, abaixo da registrada em 2022, quando 18 dos 20 governadores que disputaram o pleito foram reeleitos. O percentual também ficou abaixo da média histórica de 70%.
O Partido dos Trabalhadores (PT) não avançou para outras regiões nestas eleições. A sigla elegeu governadores apenas no Nordeste, mantendo-se no comando da Bahia, do Ceará e do Piauí, com a reeleição de Jerônimo Rodrigues (PT), Elmano de Freitas (PT) e Rafael Fonteles (PT), respectivamente. No Rio Grande do Norte, o partido também manteve o governo estadual com a eleição de Cadu de Lula (PT).
O Partido Liberal (PL), sigla do candidato derrotado à Presidência Flávio Bolsonaro, teve o melhor desempenho entre os partidos nas disputas estaduais. A legenda elegeu seis governadores, tornando-se a sigla com o maior número de chefes do Executivo estaduais eleitos em 2026. Na região Sul, os três estados elegeram candidatos do PL, reafirmando a região como um dos principais redutos bolsonaristas do país. Foram eleitos Sergio Moro (PL), Luciano Zucco (PL) e Jorginho Mello (PL).
Além disso, o PL se manteve no comando do Rio de Janeiro e conquistou os governos de Rondônia e Roraima. No estado fluminense, a eleição de Douglas Ruas (PL) foi declarada após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) indeferir o registro de candidatura de Anthony Garotinho (Republicanos), determinar a anulação dos votos atribuídos a ele no primeiro turno e retotalizar os demais votos. Marcos Rogério (PL) governará Rondônia, e Arthur Henrique (PL), Roraima.
Entre os demais partidos, o PSB perdeu o comando dos três estados que conquistou em 2022 e não elegeu nenhum governador em 2026. O União Brasil, que havia elegido quatro governadores em 2022, também não conquistou nenhum governo estadual neste pleito. O Podemos elegeu um governador no Pará. Já o PSD ampliou sua presença e assumiu cinco governos estaduais nas regiões Nordeste e Norte. O partido derrotou nomes ligados a Lula em Pernambuco e no Maranhão, além de eleger governadores no Amapá, em Sergipe e no Amazonas.
Placar dilatado
A maior diferença nas disputas estaduais foi observada no Piauí, onde Rafael Fonteles (PT), aliado do presidente Lula, foi reeleito no primeiro turno. O petista obteve 70,90% dos votos, contra 27,54% do adversário, Joel Rodrigues (PP). Roraima também registrou uma diferença expressiva: Arthur Henrique foi eleito com 69,13% dos votos válidos, ante 29,25% de Soldado Sampaio (Republicanos).
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