ELEIÇÕES 2026

Movimentos indígenas celebram reeleição de Lula e cobram demarcações

Organizações destacam a defesa da democracia e da soberania e afirmam que seguirão mobilizadas pela garantia dos direitos indígenas

Movimentos indígenas celebraram reeleição de Lula, mas continuarão cobrando o governo -  (crédito: Ricardo Stuckert)
Movimentos indígenas celebraram reeleição de Lula, mas continuarão cobrando o governo - (crédito: Ricardo Stuckert)

Movimentos indígenas de todo o Brasil celebraram a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Uma manifestação assinada cinco entidades cita que a democracia e a soberania venceram, mas reforça que os povos indígenas seguirão mobilizados para cobrar direitos, especialmente a demarcação de terras.

"Hoje celebramos não apenas a vitória do presidente Lula, mas também a força da mobilização popular em defesa da democracia, da vida e dos direitos dos povos indígenas. Essa vitória também é fruto da resistência de quem nunca deixou de lutar por um Brasil mais justo, democrático e comprometido com a proteção dos nossos territórios e da nossa diversidade. Seguiremos mobilizados, cobrando a demarcação das terras indígenas, a garantia dos nossos direitos originários e o respeito à autonomia dos nossos povos", diz o texto.

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A manifestação é assinada pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), Articulação dos Povos Indígenas da Região Sul, Articulação dos Povos e Organizações Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espirito Santo, Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira e o Conselho do Povo Terena.

A Coordenação das organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab) ressaltou que, apesar das "adversidades enfrentadas durante o processo eleitoral, a Amazônia Indígena marcou presença nas urnas dos 9 estados da Amazônia Brasileira, reafirmando seu compromisso com a democracia, a soberania nacional e a defesa dos direitos indígenas".

Segundo a Coiab, a decisão de apoiar a continuidade do governo Lula parte do princípio de não apoiar as decisões feitas no governo anterior (Jair Bolsonaro) e da possibilidade de um governo em que é possível dialogar, de defender a soberania, a democracia, os direitos constitucionais de 1988 e, principalmente, da garantia da continuidade da demarcação das terras indígenas.

A Hutukara Associação Yanomami afirmou que quer que representantes do povo indígena subam a rampa do Palácio do Planalto ao lado do presidente Lula em 5 de janeiro, dia da posse presidencial. "Queremos que nossos representantes levem a força do povo Yanomami para esse momento, para mostrar ao povo brasileiro e a todo mundo a nossa aliança e reafirmar seu compromisso com os povos indígenas da Amazônia e de todo o Brasil", diz a associação.

Lula foi reeleito presidente do Brasil às 21h09 de domingo (25/10). Com 100% das urnas apurados, Lula alcançou 51,79% dos votos, com mais de 64 milhões de votos, contra 48,21% do senador Flávio Bolsonaro (PL). A vitória representa uma virada histórica na eleição mais acirrada da história. No primeiro turno, Lula ficou em desvantagem em relação a Flávio: com 45,16% contra 47,03%, respectivamente. A campanha à reeleição de Lula no segundo turno foi marcada por forte mobilização nas redes e nas ruas.

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postado em 26/10/2026 13:01 / atualizado em 27/10/2026 06:47
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