
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) pediu que apoiadores do senador Flávio Bolsonaro (PL) evitem manifestações contra o resultado das eleições, apesar de manter questionamentos sobre a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em pronunciamento nas redes sociais, o parlamentar afirmou que a possibilidade de anulação do pleito é “praticamente nula” e defendeu que a indignação dos eleitores não se transforme em ações que coloquem vidas em risco.
“Sim, a quantidade de perguntas sem respostas geram insegurança e indignação. E não é por um acaso”, afirmou Nikolas, ao enumerar o que considera situações incomuns na disputa. O deputado citou a virada no resultado, o desempenho dos candidatos em Minas Gerais e a prorrogação do horário de votação. Apesar das críticas, reconheceu a dificuldade de reverter o resultado pela via institucional e fez um apelo direto aos apoiadores: “Já vimos muitas pessoas pagarem um alto preço de irem pra rua no calor da emoção. Não façam isso.”
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Fontes ouvidas pelo Correio afirmaram que há preocupação entre integrantes da campanha com a possibilidade de manifestações que terminem em episódios de violência semelhantes aos ataques de 8 de janeiro de 2023, quando apoiadores de Bolsonaro invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes, em Brasília. Nesse contexto, a orientação para evitar atos de rua busca conter a mobilização motivada pela revolta com o resultado eleitoral.
Na gravação, Nikolas também recorreu a argumentos religiosos para pedir serenidade aos eleitores. O deputado descreveu sentimentos de raiva e indignação diante da derrota e afirmou que passou a enxergar o momento sob uma perspectiva espiritual. “A nossa derrota, essa é só de um dia”, declarou, ao contrastar a frustração política com o que considera a importância da fé. Ao final, citou o Salmos 119 e disse acreditar que o sofrimento atual poderá produzir aprendizado no futuro.
A manifestação ocorre em meio à reação de setores da oposição à vitória de Lula e aos questionamentos sobre a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de estender o horário de votação em locais onde o procedimento ainda não havia sido encerrado. A Justiça Eleitoral esclareceu que urnas já fechadas não seriam reabertas.
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