
A federação formada por PT, PCdoB e PV anunciou nesta terça-feira (27/10) apoio à reeleição de Hugo Motta (Republicanos-PB) à Presidência da Câmara dos Deputados. Embora a eleição ocorra apenas em fevereiro de 2027, as articulações foram antecipadas pelas definições do pleito presidencial.
As três siglas se juntam ao bloco que já declarou apoio a Motta, formado por União Brasil, PP, PSD, MDB, Podemos, PSDB, Cidadania, Solidariedade, PRD, Republicanos, PDT e PSB. Com a adesão, o deputado passa a contar com o apoio de 15 partidos, que, juntos, somarão 354 deputados na próxima legislatura. Para ser eleito, ele precisa de ao menos 257 votos.
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Segundo o líder do PT na Câmara, deputado Pedro Uczai (PT-SC), a decisão busca garantir a governabilidade e facilitar o avanço das pautas prioritárias do próximo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Congresso. O PL, por sua vez, elegeu 121 deputados para a legislatura que começa em 2027.
“Essa composição é estratégica para os próximos quatro anos, para dar governabilidade não só ao governo do presidente Lula, mas avançar com pautas das nossas três bancadas”, afirmou o líder.
Além de buscar isolar o PL da disputa pela Presidência da Câmara, o PT pretende limitar o espaço da sigla na distribuição dos cargos da Mesa Diretora e no comando de comissões importantes. Caso fique de fora do bloco de apoio à reeleição de Motta, o PL perde preferência na escolha desses postos. A legenda definirá sua posição em reunião da bancada na próxima semana.
“Vocês viram que o PL anunciou que ia tentar ganhar a presidência da Câmara e a presidência do Senado. Nesse momento, a nossa responsabilidade é impedir isso, porque nós sabemos o que eles significam em termos de democracia, de soberania e diante do povo”, disse a líder do PCdoB na Câmara, deputada federal Jandira Feghali (RJ).
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