
A deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) pediu nesta terça-feira (27/10) ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), o bloqueio de bens, valores e contas bancárias do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e de sua mulher, Fernanda Bolsonaro. A parlamentar relaciona a solicitação a notícias sobre uma possível saída do senador do Brasil e ao inquérito que investiga suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo o advogado Willer Tomaz e empresas ligadas a ele.
No documento encaminhado ao STF, Erika também solicita que o caso seja levado com urgência à Procuradoria-Geral da República (PGR). A deputada argumenta que medidas patrimoniais poderiam evitar prejuízos às investigações caso seja confirmado o risco de Flávio permanecer no exterior. A adoção das providências, porém, depende da avaliação das autoridades competentes e da existência de elementos que indiquem risco efetivo de fuga.
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A possibilidade de Flávio estar nos Estados Unidos foi mencionada por Simón Levy, aliado do presidente norte-americano Donald Trump. A informação aparece entre os elementos relacionados ao pedido da deputada, que também defende a extensão das medidas à mulher do senador.
O Correio apurou que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) chegou na tarde desta terça-feira (27/10) aos Estados Unidos. De acordo com fontes na Polícia Federal, a suspeita é de que a ação teria sido coordenada pelo secretário de Estado do governo Trump, Marco Rubio.
Investigação apura suspeita de lavagem de dinheiro
A petição apresentada por Erika Hilton retoma informações de uma investigação da Polícia Federal sobre suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo Willer Tomaz, Flávio Bolsonaro e empresas associadas ao advogado.
Segundo os elementos citados no documento, dados obtidos após a quebra do sigilo telemático de Tomaz indicariam que o senador foi cadastrado como “usuário master” de uma conta bancária da Alcazar Holdings, empresa vinculada ao advogado.
A parlamentar também menciona registros de encontros entre Flávio e Tomaz, documentos pessoais do senador encontrados no serviço de armazenamento iCloud do advogado e viagens que teriam sido custeadas pela Cathedral, outra empresa ligada a Tomaz.
Esses elementos são apresentados na petição como parte do conjunto de informações que justificariam a solicitação de medidas cautelares. As suspeitas investigadas, contudo, não equivalem a uma comprovação de responsabilidade criminal.
Erika Hilton acusa senador de tentar evitar a Justiça
Nas redes sociais, a deputada afirmou que a possível saída de Flávio do país exige atenção das autoridades. Ela também associou o pedido a declarações do senador sobre o resultado das eleições e a manifestações anteriores de seu irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro. “Frente às notícias de fuga de Flávio Bolsonaro, estou pedindo o bloqueio de seus bens, de suas contas bancárias e também as de sua esposa”, escreveu Erika.
A parlamentar acusou o senador de buscar proteção contra eventuais consequências judiciais e afirmou que uma permanência no exterior poderia ampliar sua capacidade de influenciar outros países contra as instituições brasileiras. “Ele concorreu para se blindar da Justiça”, declarou a deputada, ao criticar a atuação política de Flávio e mencionar a possibilidade de concessão de perdão a pessoas investigadas ou condenadas, entre elas o pai do senador, Jair Bolsonaro.
Erika também defendeu que as autoridades atuem rapidamente para impedir o que considera um risco às investigações. Na publicação, afirmou que Flávio não deveria ter acesso a recursos públicos enquanto persistissem as suspeitas levantadas por ela. O pedido agora depende da análise das autoridades competentes.
???? TRAIDOR DA PÁTRIA Frente às notícias de fuga de Flávio Bolsonaro, estou pedindo o bloqueio de seus bens, de suas contas bancárias e também as de sua esposa. Flávio já demonstrou ímpeto golpista ainda no domingo, ao dizer que não aceitaria o resultado soberano das urnas, e sua saída do país já havia sido sugerida pelo seu irmão Eduardo Bolsonaro, condenado por atentar contra a Justiça brasileira por meio do tarifaço. E fica cada dia mais evidente que Flávio Bolsonaro não concorreu à presidência para liderar esse país. Flávio Bolsonaro zerou o Código Penal, estava na máfia do Vorcaro, protegia milicianos e defendia um assassino de criança. Ele concorreu para se blindar da justiça e, como ele mesmo admitiu, dar perdão para criminosos como o seu pai, Jair Bolsonaro, outro fracassado traidor da pátria. Agora, blindando-se com a possível fuga, os riscos de que Flávio use sua posição de DERROTADO nas eleições para conquistar influência em outro país para desestabilizar o Brasil e a nossa Justiça são grandes demais para serem ignorados. O mal deve ser cortado na raiz o mais rápido possível. Flávio não deve ter acesso a um real do dinheiro público que o sustentou nos últimos 30 anos.
— ERIKA HILTON (@ErikakHilton) October 27, 2026
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