Direita

Tarcísio diz que "é preciso olhar para frente" após eleições

Governador de São Paulo afirma que compreende indignação do senador, mas que respeita o processo democrático

Tarcísio defendeu
Tarcísio defendeu "oposição vigilante" ao governo federal - (crédito: Ed Alves/CB/D.A Press)

Em entrevista ao jornal Estadão, o governador de São Paulo Tarcísio de Freitas (Republicanos) afirmou, nesta quarta-feira (28/10), que compreende a indignação de Flávio Bolsonaro (PL), mas que é necessário respeitar o processo democrático das urnas. “A eleição acabou e agora é preciso olhar para a frente. Entendo o sentimento de Flávio, entendo sua indignação e sua revolta, e esse sentimento é o de muitos brasileiros também. Mas o caminho é respeitar o resultado das urnas e seguir em frente”, declarou.

Derrotado por Luís Inácio Lula da Silva (PT), no segundo turno das eleições para presidente, Flávio fugiu para os Estados Unidos na terça (27), após afirmar que não o faria. No dia seguinte, o senador publicou um manifesto em que se auto declara o “verdadeiro presidente eleito” do Brasil. Mais tarde, ele trocou a expressão por “líder” do país.

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“O momento exige responsabilidade, serenidade e a construção de uma oposição forte, capaz de exercer seu papel. É assim, respeitando o processo democrático e trabalhando dentro das instituições, que vamos fortalecer o sistema de freios e contrapesos que sustenta a nossa democracia”, declarou Tarcísio.

Apoiador da ala bolsonarista, o governador de São Paulo chegou a ser cogitado como candidato à presidência, gerando atritos na direita. Na terça, ele reconheceu a vitória de Lula e defendeu uma “oposição vigilante” ao governo federal. 

Desvios à direita

A posição de Tarcísio frente à derrota e fuga de Flávio parece ter sido adotada por outras figuras da direita. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, principal aliado da família Bolsonaro, já afirmou que não irá se envolver na situação.

“Eu não vou comentar sobre isso. Nós demos a ele uma autorização para entrar no país, então vamos ver — mas não vou me envolver. Foi uma eleição muito estranha... Achei que eles foram tratados de forma muito injusta e, como vocês sabem, não tomei partido na eleição; mas, quando vejo algo que é inapropriado, eu comento a respeito”, afirmou ao ser questionado por jornalistas.

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postado em 28/10/2026 21:46
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