O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, reconduziu o ministro Cristiano Zanin ao cargo de integrante substituto do plenário da Corte nesta quinta-feira (1º). A decisão ocorre após cobrança feita pelo gabinete de Zanin, em meio à demora de Kassio para realizar o procedimento. Zanin foi reeleito pelos colegas em 3 de setembro para mais dois anos no cargo que ocupa desde 2024.
No entanto, cabe ao presidente do TSE marcar uma data para a posse. A demora ocorreu em meio à crise no Supremo Tribunal Federal (STF), envolvendo os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes, entre outros. Zanin é próximo de Moraes, enquanto Nunes Marques tem maior proximidade com Mendonça, o que gera um racha na mais alta Corte do país.
Uma ação apresentada pelo Solidariedade pede que os ministros Nunes Marques, Mendonça e Estela Aranha fiquem de fora da fiscalização das eleições deste ano. Caso ocorra afastamento, Zanin assumiria uma das vagas. A demora na posse de Zanin deixa o cargo vago, o que poderia afetar eventual julgamento do tema.
Após dois mandatos seguidos, os ministros devem deixar a função na Corte eleitoral, podendo retornar posteriormente. A crise envolvendo o Supremo ocorre no âmbito das investigações do Banco Master.
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