Os candidatos à Presidência da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) realizam os últimos atos de sua campanha em São Paulo neste sábado (3/10), véspera da eleição do primeiro turno. O petista realiza nesta manhã uma caminha ao lado do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), do candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) e das candidatas ao Senado Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB).
Já na região de Campinas, o senador Flávio Bolsonaro participa de uma motociata junto ao governador de SP e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos) e os candidatos ao Senado André do Prado (PL) e Guilherme Derrite (PP), além de outros candidatos no estado. Ambos os presidenciáveis escolheram o estado de São Paulo para encerrar a corrida ao Planalto neste primeiro turno.
Flávio gravou vídeos com aliados em cima do trio seguido pelos apoiadores nas motos. Aproveitou o momento para acenar a eleitores nas passarelas e na beira da estrada. O motociclistas usavam camisas e bandeiras do Brasil, além de ornamentos nas cores da bandeira em suas motos.
"Vê se isso aqui não é sinal de vitória no primeiro turno", questionou o senador mostrando a onda de motociclistas acompanhando o evento atrás do trio elétrico. Flávio usou as redes sociais para mostrar o apoio e agradecer o comparecimento dos apoiadores. Na concentração, os presentes entoaram "Lula ladrão, seu lugar é na prisão", frase comumente usada por bolsonaristas.
Na capital, Lula e aliados realizaram falas curtas durante a caminhada em cima do carro de som. Houve pedido de votos, agradecimento à militância e ataques ao prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB). Os petistas acusam Nunes de querer impedir o ato na Avenida Paulista, já o prefeito afirma que apenas encaminhou o pedido da Justiça Eleitoral pedindo para não impedir Avenida para permitir a passagem das urnas aos locais de votação.
"Presidente Lula, tentaram impedir o povo de ocupar a Paulista. Vamos colocar, pela primeira vez na história de São Paulo, duas mulheres no Senado", destacou Tebet. E completou a primeira-dama Janja Lula da Silva: "Somos nós (mulheres) que vamos entregar o presidente Lula o tetra e levar Haddad para o segundo turno. Conversem, conversem muito. E amanhã, prefeito Ricardo Nunes, a Paulista é nossa, vá plantar batatas".
Lula discursou um pouco mais e afirmou que os adversários estão com medo de vazamentos do caso do Banco Master. "Eles estão com muito medo porque a cada dia aparece uma coisa nova. Só falta aparecer os participantes da orgia. Estamos a poucas horas de fazer o maior gesto democrático. [..] O que não podemos permitir é que eles transformem a Paulista no palanque da extrema direita. A Paulista é do povo brasileiro. Amanhã vamos ganhar em primeiro turno e ocupar a Avenida. Vamos à urna amanhã com muita tranquilidade."
O petista também comentou sobre a discussão do fim da escala 6x1 no Senado semana que vem, afirmando que a Proposta de Emenda Constitucional será votada. "Essa é a passeata do fim da escala 6x1 que vai ser votada semana que vem no Senado", afirmou.
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