O candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, defendeu, nesta quarta-feira (7/10), que o Congresso Nacional debata “com calma” e “fora das eleições” o fim das apostas de quota fixa, também conhecidas como bets.
Ao ser questionado por jornalistas, ele evitou dizer se é a favor ou contra a Medida Provisória do governo que proibiu as bets no Brasil. Para não perder a validade, a MP precisa ser aprovada pelo Congresso até 23 de novembro.
Ele voltou a chamar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de “pai do tigrinho” e disse que a MP editada pelo governo foi uma “canetada” e uma “medida populista” do petista, que teve o efeito contrário ao esperado e “agrediu a segurança jurídica”.
“Ele toma uma medida populista, a poucos dias da eleição, como se isso fosse ser revertido em voto. O efeito foi contrário. Ele agrediu a segurança jurídica, os clubes e diversas empresas. A loja que vende camisa de time pelo Brasil inteiro, tendo que jogar fora seu estoque porque tem propaganda de bets”, afirmou.
Ele ainda defendeu que haja uma distinção da situação, mas que as bets ilegais sejam proibidas. Flávio voltou a criticar o fato de o governo não ter devolvido os valores arrecadados com outorgas das casas de aposta.
“A gente tem que distinguir essa situação. As bets ilegais têm que ser proibidas de verdade. Não são fiscalizadas pelo atual governo. O governo tomou dinheiro dessas empresas que pagaram caro para entrar no mercado. E do nada, o cara dá uma canetada”, explicou.
A fala ocorreu em Brasília, após o partido Novo anunciar apoio à candidatura de Flávio à Presidência na disputa pelo segundo turno. Segundo Flávio, o apoio da sigla, assim como o da federação União Progressistas, é “pragmático” e o foco inicial é ganhar a eleição para, depois, “discutir qualquer assunto”.
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