O senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estão tecnicamente empatados na disputa pelo segundo turno das eleições presidenciais, segundo pesquisa Palver divulgada nesta quarta-feira (21/10).
]O parlamentar aparece com 50% das intenções de voto, contra 48% do petista. A diferença de dois pontos percentuais está dentro da margem de erro do levantamento, de 2,4 pontos percentuais, para mais ou para menos.
Na comparação com a sondagem anterior, publicada em 13 de outubro, Flávio manteve os mesmos 50%, enquanto Lula apresentou uma oscilação negativa de um ponto percentual. Entre os demais entrevistados, 1% declarou intenção de votar em branco ou anular o voto, enquanto o percentual dos que não souberam ou preferiram não responder ficou em 0%, conforme os números divulgados pelo instituto.
Transferência de votos no segundo turno
A pesquisa também avaliou as preferências dos eleitores que escolheram outros candidatos à Presidência no primeiro turno, realizado em 4 de outubro. Os resultados mostram diferenças no comportamento desses grupos diante da disputa entre Lula e Flávio.
Entre aqueles que votaram em Renan Santos (Missão), o senador do PL concentra 42% das intenções de voto, enquanto o presidente registra 39%. Já no grupo de eleitores de Ronaldo Caiado (PSD), os dois presidenciáveis aparecem com o mesmo percentual, de 44%.
O cenário se inverte entre os brasileiros que apoiaram Augusto Cury (Avante) na primeira etapa da eleição. Nesse segmento, Lula alcança 52% das intenções de voto, contra 43% de Flávio Bolsonaro. O resultado chama atenção porque o escritor declarou publicamente apoio à candidatura do senador no segundo turno.
Maioria dos eleitores descarta mudar de voto
A proximidade da votação, marcada para domingo (25/10), também levou a Palver a investigar o grau de convicção dos entrevistados. Segundo o levantamento, 79% afirmam que nenhuma circunstância os faria abandonar a escolha atual.
Entre aqueles que admitem reconsiderar o voto, 7% apontam a ocorrência de um escândalo grave como possível motivo para mudar de candidato. Outros 4% dizem que poderiam alterar a decisão caso houvesse desistência ou impedimento de uma das candidaturas.
A situação econômica também aparece entre os fatores capazes de influenciar os eleitores, embora em menor proporção. Para 3% dos entrevistados, uma eventual mudança no cenário econômico poderia provocar uma revisão da preferência eleitoral.
Dados técnicos
A pesquisa Palver está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-04612/2026. O levantamento ouviu 5 mil eleitores de 16 anos ou mais, de todas as regiões do país, por meio da internet, entre os dias 18 e 20 de outubro.
A margem de erro é de 2,4 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.
Saiba Mais
-
Política TSE não participa de mudanças nos locais de votação, diz Nunes Marques
-
Opinião Direito digital em tempos eleitorais
-
Política AGU cobra R$ 190 mi em bens ligados ao PCC e ao Comando Vermelho
-
Política Coordenador de Lula diz que Flávio quer Presidência para escapar da prisão
-
Política Nikolas acusa artista de barrar uso de música em vídeo sobre o Nordeste
-
Política Itamaraty reage a Milei e o acusa de tentar interferir nas eleições brasileiras
