Em depoimento à Polícia Federal, o banqueiro Daniel Vorcaro afirmou que o ex-governador Ibaneis Rocha cobrou propina de R$ 400 milhões para autorizar a compra do Master pelo Banco de Brasília (BRB). A informação também se baseia em mensagens interceptadas pelos investigadores no celular de Vorcaro, que passou por perícia após ser apreendido na operação Compliance Zero.
Parte do montante seria pago após o negócio ser concretizado e o resto dos valores seria repassado por meio de um contrato fictício com um escritório de advocacia que seria indicado pelo político. As declarações de Vorcaro ocorreram durante uma oitiva que fez parte das tratativas de um acordo de delação premiada e foram reveladas pelo Uol, e confirmadas pelo Correio junto a fontes na corporação. No entanto, a tentativa de colaboração não avançou, pois de acordo com fontes na corporação, Vorcaro não apresentou provas suficientes das declarações que fez.
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O banqueiro diz ter adiantado um pagamento de R$ 80 milhões, que teriam sido entregues por um motorista dele a um dos aliados de Ibaneis. O político também teria 5% das ações do novo banco, por meio de uma empresa de fachada. O primeiro encontro entre o ex-governador e Vorcaro teria ocorrido em 18 de setembro de 2024. Uma semana depois, teria ocorrido nova reunião entre eles, inclusive com a presença do ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa.
Procurado pela reportagem, o advogado Antônio de Almeida Castro, o Kakay, que atua na defesa de Ibaneis, afirmou que o acordo de delação sequer foi homologado. "Não tinha nenhum elemento de colaboração, não tinha nenhuma prova. É uma proposta que nem foi aceita. Eu nem li, pois não leio proposta que não foi aceita", disse ele.
