O advogado Martin De Luca, que representa a empresa do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a interferência do Supremo Tribunal Federal (STF) em prorrogar o horário das eleiçoes brasileiras, neste domingo (25/10), pode impactar no reconhecimento dos EUA dos resultados das urnas, que deram a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
"Há uma preocupação crescente no Brasil de que os EUA e outros países possam não reconhecer o resultado do pleito, diante das graves irregularidades que vieram à tona no momento do encerramento da votação", escreveu o advogado, em seu perfil no X. Além da decisão do ministro Cristiano Zanin, do STF, em prorrogar o horário de fechamento da urnas para às 19h deste domingo, De Luca citou o fato de o opositor de Lula, Flávio Bolsonaro (PL), não ter reconhecido o resultado do pleito.
Isso, segundo ele, pode pesar na decisão do departamento de Estado dos Estados Unidos. Além de escrever nas redes sociais, De Luca compartilhou entrevistta que concedeu à CNN, na noite deste domingo, horas após o Tribunal Superior Eleitoral declarar a vitória de Lula.
"Não foi algo sutil, fica muito difícil de o governo dos Estados Unidos ignorar. O que é claro é que o que aconteceu hoje foi algo inesperado, inédito e sem precedentes no Brasil e em outros países. Essas eleições foram muito monitoradas pelos Estados Unidos porque Brasil é uma das maiores potências do continente", afirmou o advogado de trump, que apontou como suspeitas o fato de ministro Zanin ter sido advogado de Lula, anos antes de assumir cadeira na Suprema Corte.
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