
Reeleito neste domingo (25/10), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) admitiu que seu próximo mandato vai ter de negociar com a maior parte do Congresso Nacional, dominada por parlamentares do PL, partido de seu então concorrente no pleito presidencial, Flávio Bolsonaro.
"Porque já tem gente falando: 'Lula vai ter muita dificuldade para governar porque o Congresso tá mais conservador'. (...) Eu não escolhi o Congresso, foi o povo que escolheu, então é com ele que eu vou trabalhar para aprovar as coisas", afirmou Lula, em seu primeiro discurso após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) declarar sua vitória contra Flávio, por 51,9% dos votos, contra 48,79% do candidato do PL.
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As eleições vencidas por Lula neste ano também mudaram a cara do Senado e da Câmara. Em ambas as Casas, o PL terá maioria, sendo 29 dos 81 senadores e 121 dos 513 deputados. "Ninguém é obrigado a gostar do presidente eleito, mas ele foi eleito para governar para todos e ele foi eleito para governar com base no respeito da Constituição, na relação com o Congresso", ressaltou o presidente reeleito.
Regulação de big techs
Um dos desafios do próximo mandato de Lula será uma possível regulação de redes sociais e big techs, anunciado por ele como prioridade aos próximos anos. Segundo o presidente, em seu discurso de vitória, essas empresas atuaram durante a campanha contra sua candidatura e em favor de Flávio Bolsonaro.
Lula afirmou que pretende avançar com propostas de regulamentação das big techs durante o próximo mandato. “Teríamos que vencer a intromissão vinda de fora através das plataformas digitais. Nós vamos ter que regular. Não é possível que não tenhamos consciência de que o crime no mundo digital tenha que ser tratado como crime cometido na vida real”, declarou.
Juventude
Em outro trecho do pronuncimaneto, Lula anunciou que investimentos em educação serão prioritários em seu próximo mandato. "Iremos universalizar a escola de tempo integral até o ensino médio, universalizar o Pé de Meia e criar o Pé de Meia universitário para que nenhum jovem desista de estudar por precisar trabalhar", disse.
"No próximo mandato, vou levar muito a sério a política de cuidado com os nossos idosos. As mulheres serão tratadas com muito mais respeito pelas políticas públicas e todas as religiões serão respeitadas em igualdade de condições num Estado laico", acrescentou o presidente.
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