O senador Flávio Bolsonaro (PL), derrotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no domingo, viajou para os Estados Unidos após o resultado das eleições. A viagem ocorreu na terça-feira (27/10). Flávio não foi o único de seu partido a sair do país, relembre outros casos.
Flávio Bolsonaro responde a apurações da PF no caso Dark Horse e teria saído do território brasileiro acompanhado da mulher e de duas filhas. O grupo teria saído do território brasileiro por meio da fronteira com Puerto Iguazú, na Argentina. A Polícia Federal não confirmou a saída do parlamentar.
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Ontem (26/10), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), havia determinado a entrega dos passaportes do senador, ordem não atendida por ele. A decisão judicial também proibia Flávio Bolsonaro de deixar o Brasil.
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Condenados que saíram do país
A lista reúne outros nomes ligados ao bolsonarismo que deixaram o país para evitar a execução de penas impostas pela Justiça.
Eduardo Bolsonaro
Irmão de Flávio, Eduardo Bolsonaro se mudou para os Estados Unidos em 2025. O ex-deputado federal teve o mandato cassado e foi condenado pela Justiça brasileira por ter atuado junto a autoridades dos EUA para articular sanções contra o Brasil e tentar impedir o julgamento de seu pai, Jair Bolsonaro.
Silvinei Vasques
O ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques foi condenado pelo STF em 16 de dezembro. A decisão incluiu os crimes de tentativa de abolição do Estado democrático de Direito, golpe de Estado, organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração do patrimônio tombado. O tribunal apontou que Vasques determinou operação policial com o objetivo de travar o fluxo de eleitores em redutos lulistas, principalmente no Nordeste, durante o segundo turno de 2022.
Alexandre Ramagem
O ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) seguiu para os Estados Unidos em setembro. O STF estabeleceu pena de 16 anos, um mês e 14 dias de prisão em regime fechado por delitos ligados à tentativa de golpe de Estado. O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, declarou que Ramagem cruzou a fronteira com a Guiana de forma clandestina e utilizou passaporte diplomático ao entrar nos Estados Unidos.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) acusou Ramagem de utilizar a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), órgão que chefiou, para operar uma estrutura paralela voltada a monitorar opositores e disseminar informações falsas. O ex-deputado também teria fornecido a Jair Bolsonaro dados para justificar ofensivas contra urnas eletrônicas e intervenção militar.
Carla Zambelli
A ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) viajou para a Itália em junho do ano passado. Em maio de 2025, o STF a condenou a 10 anos de prisão em regime fechado e à perda do mandato parlamentar. A acusação da PGR apontou que Zambelli articulou e coordenou com o hacker Walter Delgatti a invasão dos sistemas e a alteração de documentos do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) no início de 2023.
Allan dos Santos
O blogueiro Allan dos Santos deixou o Brasil em julho de 2020. Em julho de 2022, o Judiciário fixou pena de um ano, sete meses e um dia de detenção em regime aberto por calúnia, difamação e injúria. Santos era investigado em dois inquéritos no STF sobre ameaças a ministros, notícias falsas e financiamento de atos antidemocráticos. Ele nega envolvimento em irregularidades.
Paulo Figueiredo
O influenciador e jornalista passou a morar no exterior desde 2019. Figueiredo chegou a ser preso temporariamente em Miami (durante a Operação Circus Maximus da Polícia Federal) e, recentemente, de 2023 em diante, tornou-se alvo de investigações do STF por atos relacionados aos eventos de 8 de janeiro e tentativa de golpe de Estado, permanecendo nos EUA sem retornar ao Brasil.
*Estagiária sob supervisão do editor-executivo João Renato Faria
