
Candidato derrotado nas últimas eleições, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) publicou um comunicado nas redes sociais neste domingo (1º/11) em que nega estar arrependido de suas ações. No pronunciamento, o parlamentar criticou a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a apreensão de seu passaporte e o proibiu de deixar o país. As declarações ocorrem quase uma semana após o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro ter fugido para os Estados Unidos.
"Não me arrependo de absolutamente nada do que fiz. (...) Ao menos estou num país onde posso manifestar livremente minha opinião, não serei alvo de um juiz que acordou com vontade de fazer o mal e enviou a sua polícia à minha casa para revirar as calcinhas das minhas filhas na gaveta", sinalizou Flávio, em trecho do post nas redes sociais, ao lembrar que foi comunicado por policiais federais sobre a decisão de Moraes que determinava a apreensão do passaporte.
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NOTA AO BRASIL Fui procurado por vários veículos nesta semana, inclusive pela Rede Globo, que me convidou para uma entrevista exclusiva. Aceitei com uma condição simples: que fosse exibida na íntegra, sem cortes e sem temas proibidos. A emissora preferiu não seguir adiante. Pelo que tudo indica, o Fantástico deste domingo vai exibir uma longa reportagem a meu respeito, sem me dar o direito de resposta. Se o maior grupo de comunicação do Brasil está com MEDO, não tem a menor condição moral de me julgar ou tentar destruir minha reputação. Não sai do Brasil, sai pelo Brasil! Sonhei com a mudança do nosso país para melhor e, no domingo, apenas sete minutos após o anúncio do resultado das eleições já havia uma decisão judicial com medidas cautelares contra mim, com base em mentiras. Doze horas depois e no meio da rua, fui intimado do início da perseguição, ao deixar a casa do Presidente Bolsonaro. Tudo diante do olhar lacrimejado de um pai, com comorbidades, que está condenado a mais de 27 anos de prisão - sem ter cometido crime algum - e que já sofre pela distância de outro filho que não vê há mais de um ano e meio, em função da perseguição ilegal e arbitrária que também sofre. Isso não é democracia e está muito longe de ser um processo judicial justo e imparcial. Ao menos estou num país onde posso manifestar livremente minha opinião, não serei alvo de um juíz que acordou com vontade de fazer o mal e enviou a sua polícia à minha casa para revirar as calcinhas das minhas filhas na gaveta. Fui candidato à Presidência enfrentando todo um sistema que quer as coisas continuem como estão no Brasil: ótimas para eles, mas muito piores para você. Não me arrependo de absolutamente nada do que fiz e deixo uma reflexão: “Não há remédio eficaz no Brasil para cessar violações a Diretos Humanos.” (Cristiano Zanin, em 7/Ago/2016). Nos próximos dias, vou conversar com grandes veículos nacionais e internacionais. Sem cortes, sem filtro. Quem quiser ouvir, ouvirá o que ninguém mais pode dizer estando no Brasil.
— Flávio Bolsonaro (@FlavioBolsonaro) November 1, 2026
Flávio ainda dispara contra a imprensa que, segundo ele, estaria com medo de entrevistá-lo e transmitir o material na íntegra. Embora sustente esse discurso, o senador do PL se colocou à disposição para conversar com jornais brasileiros e internacionais. "Quem quiser ouvir, ouvirá o que ninguém mais pode dizer estando no Brasil", anunciou.
Por último, o senador do PL acrescentou no comunicado uma frase dita 10 anos atrás pelo atual ministro Cristiano Zanin, do STF, à época em que comandava a defesa de Lula em processos que o levou à cadeia, no ano de 2018. "Deixo uma reflexão: 'Não há remédio eficaz no Brasil para cessar violações a Diretos Humanos' (Cristiano Zanin, em 7/Ago/2016)", completou o senador, que se diz vítima de de atuações de ministros da Suprema Corte como Alexandre de Moraes.
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