Saúde & Bem-estar

Síndrome vasovagal: entenda a condição que causou o desmaio de Ivete Sangalo

Reações exageradas do organismo a alguns estímulos, com queda da pressão e dos batimentos cardíacos, podem causar desmaios

A síndrome vasovagal pode ser desencadeada por fatores como desidratação, calor e emoções intensas (Imagem: Mahmudul Nafi | Shutterstock) -  (crédito: EdiCase)
A síndrome vasovagal pode ser desencadeada por fatores como desidratação, calor e emoções intensas (Imagem: Mahmudul Nafi | Shutterstock) - (crédito: EdiCase)

Episódios de desmaio costumam gerar preocupação, especialmente quando acontecem de forma repentina e resultam em quedas ou ferimentos. Embora muitas vezes estejam ligados a causas benignas e passageiras, como desidratação ou viroses, é fundamental entender o que pode estar por trás da perda temporária de consciência. Foi o que aconteceu com a cantora Ivete Sangalo, que precisou de atendimento médico após um desmaio em casa.

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“Os médicos chegaram à conclusão que tive um vasovagal. Um desmaio, no meu caso, por causa da desidratação que tive em função de uma superdiarreia. Supõe-se que foi uma virose, porque agora já estou bem. Posso ter comido algo estragado, mas não sei, difícil determinar”, explicou a artista, referindo-se a uma condição conhecida como síndrome vasovagal, causa mais comum de desmaio.

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O que é síndrome vasovagal?

A síndrome vasovagal ocorre quando o organismo responde de maneira intensa a determinados estímulos, provocando uma queda súbita da pressão arterial e da frequência cardíaca. “Isso faz com que, por alguns segundos, chegue menos sangue ao cérebro. Resumidamente, é o sangue não conseguindo chegar no local que deveria, explica o Dr. Tiago de Paula, neurologista especialista em cefaleia, membro da International Headache Society (IHS) e da Sociedade Brasileira de Cefaleia (SBC).

O médico explica que diversos comportamentos do corpo, incluindo a pressão arterial e os batimentos cardíacos, são controlados de forma automática. Tudo isso é controlado pelo nervo vago. Em algumas situações, esse nervo vago é ativado de forma intensa, provocando diminuição dos batimentos cardíacos, queda da pressão arterial, sensação de tontura, escurecimento de visão e até mesmo desmaio, detalha. Ele acrescenta que algumas pessoas têm uma tendência maior a sofrer com o problema.

Situações como ficar em pé por muito tempo, calor excessivo, emoções fortes, como medo e intensidade, dor intensa, jejum prolongado e desidratação podem causar a síndrome vasovagal. Algumas pessoas também podem apresentar a síndrome ao ver sangue, explica.

Uma mulher jovem, de cabelos escuros e lisos, veste uma camisa jeans sobre uma camiseta branca. Ela está com os olhos fechados e uma expressão de desconforto ou dor, pressionando os dedos de uma das mãos contra a têmpora, enquanto usa a outra mão para se apoiar em uma parede branca, sugerindo que sente tontura, mal-estar ou dor de cabeça.
Ao perceber um mal-estar repentino, vale interromper as atividades, buscar um local seguro para se apoiar e controlar a respiração até que o organismo se estabilize (Imagem: Pormezz | Shutterstock)

Sintomas da síndrome vasovagal

Tontura, suor frio, náusea, palidez, visão turva e escurecida e sensação de fraqueza são sintomas que podem acontecer antes do desmaio. Ao perceber que vai desmaiar, o ideal é deitar ou sentar rapidamente, se possível. Ao sentar, coloque a cabeça entre as pernas e procure respirar bem. Já se você conseguir deitar, elevar as pernas pode ajudar bastante. Também beba bastante água, repouse e mantenha a calma, pois a síndrome vasovagal não é algo grave, recomenda o Dr. Tiago de Paula.

Quando procurar ajuda médica

Após episódios de desmaio como esse, pode ser recomendada a realização de certos exames para descartar outras causas, principalmente cardíacas. Um especialista pode recomendar exames como eletrocardiograma ou holter para verificar se há alguma arritmia ou exames mais avançados caso haja suspeita de uma questão cardiológica mais importante, diz o Dr. Tiago de Paula.

Em todo caso, consultar um médico pode ser importante. O acompanhamento a longo prazo só é necessário se a suspeita de arritmia ou de algum outro problema cardíaco for confirmada. Ou, então, se há suspeita de alguma disautonomia secundária ou alguma doença neurodegenerativa, que também podem causar disautonomia. Vale ressaltar que pacientes com enxaqueca crônica também acabam tendo mais disautonomia do que os pacientes que não têm essa doença, finaliza o neurologista.

Por Maria Claudia Amoroso

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PE
postado em 27/02/2026 12:35
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