Moda

Bolsas dominam as passarelas da Rio Fashion Week

Do artesanal ao maximalismo, o acessório deixa de ser coadjuvante e assume o centro da narrativa nas passarelas cariocas

Osklen na Rio Fashion Week -  (crédito: Divulgação)
Osklen na Rio Fashion Week - (crédito: Divulgação)

É impossível falar sobre o “amanhecer” proposto pela Rio Fashion Week 2026 sem observar o que desfilava nas mãos, ombros, cinturas e até no pescoço dos modelos. Mais do que acompanhar os looks, as bolsas surgiram como elementos narrativos, traduzindo o espírito da temporada e elevando o acessório a um lugar de destaque criativo.

De 14 a 18 de abril, o evento transformou o Rio de Janeiro em vitrine de tendências que apontam para um novo entendimento da moda, mais sensorial, mais personalizada e com mais identidade. Nesse cenário, as bolsas deixaram de cumprir apenas uma função prática para se tornarem verdadeiras declarações estéticas.

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Entre os principais caminhos apresentados, as texturas orgânicas e o trabalho artesanal abriram o desfile de ideias. A Aluf trouxe peças que evocam a “poeira do tempo”, com superfícies que remetem à areia e a fibras naturais. Franjas volumosas e acabamentos táteis criaram um convite quase sensorial ao toque. Na mesma linha, a BlueMan reforçou o DNA solar com bolsas de franjas em tons terrosos, conectando o acessório à paisagem e ao estilo de vida carioca.

Aluf na Rio Fashion Week
Aluf na Rio Fashion Week (foto: Divulgação)

Marca carioca BlueMan na Rio Fashion Week
Marca carioca BlueMan na Rio Fashion Week (foto: Divulgação)

Se de um lado o artesanal se destacou, do outro o maximalismo ganhou força como linguagem de expressão. A Misci, que apresentou o desfile na Marquês da Sapucaí, apostou em transformar bolsas clássicas em suportes para uma explosão de medalhões. Os penduricalhos coloridos foram inspirados em medalhas de escolas de samba, seguindo a homenagem da marca ao carnaval carioca. O resultado aponta para um luxo menos contido, com excesso e personalização.

Misci na Rio Fashion Week
Misci na Rio Fashion Week (foto: Divulgação)

A funcionalidade também apareceu, mas sob uma nova perspectiva. Em vez de seguir padrões tradicionais, o utilitarismo foi reinterpretado de forma criativa. Marcas como Karoline Vitto e Osklen integraram as bolsas ao corpo, como extensões da própria roupa. Presas por tiras finas na cintura ou cruzadas no peito, pochetes e minibags ganharam um ar quase arquitetônico, redesenhando a silhueta.

Karoline Vitto na Rio Fashion Week
Karoline Vitto na Rio Fashion Week (foto: Divulgação)

Osklen na Rio Fashion Week
Osklen na Rio Fashion Week (foto: Divulgação)

Já a Dendezeiro trouxe à tona a força do urbano com a chamada “bolsa-cinto”. Estruturadas, com fivelas marcantes e presença robusta, as peças dialogam com a velocidade das cidades e reforçam a ideia de praticidade aliada à estética.

Dendezeiro na Rio Fashion Week
Dendezeiro na Rio Fashion Week (foto: Divulgação)

Outro ponto alto foi o retorno do rústico sofisticado. Mais uma vez, a Osklen reafirmou sua habilidade em equilibrar sustentabilidade e elegância ao apresentar bolsas que transitam entre o natural e o refinado. Modelos tipo saco com brilho discreto e versões em palha estruturada conversaram diretamente com tecidos leves, como linho e transparências, criando uma harmonia entre o simples e o sofisticado.

  • Osklen na Rio Fashion Week
    Osklen na Rio Fashion Week Divulgação
  • Osklen na Rio Fashion Week
    Osklen na Rio Fashion Week Divulgação
  • Osklen na Rio Fashion Week
    Osklen na Rio Fashion Week Divulgação

No geral, as criações revelam uma mudança no papel das bolsas dentro da moda contemporânea. Mais do que tendências pontuais, textura, utilitarismo e identidade se consolidam como diretrizes que orientam essa nova estética.

 


 

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postado em 20/04/2026 19:14
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