Saúde & Bem-estar

Infecção renal: veja os sintomas da doença que merecem atenção

Geralmente causada pela migração de bactérias do trato urinário para os rins, a doença pode evoluir rapidamente e exigir internação

Embora relativamente comum, a infecção nos rins pode se tornar grave quando negligenciada (Imagem: SewCreamStudio | Shutterstock) -  (crédito: EdiCase)
Embora relativamente comum, a infecção nos rins pode se tornar grave quando negligenciada (Imagem: SewCreamStudio | Shutterstock) - (crédito: EdiCase)

Nas redes sociais, a atriz Carolina Dieckmann chamou atenção ao revelar ter sido internada após descobrir uma infecção nos rins. O problema foi identificado antes de uma viagem e, segundo ela, o quadro, que já estava avançado, poderia ter se agravado se não tivesse recebido atendimento a tempo.

Embora relativamente comum, a infecção renal, também conhecida como pielonefrite, pode se tornar grave quando negligenciada. Geralmente causada pela migração de bactérias do trato urinário para os rins, a doença pode evoluir rapidamente e exigir internação, especialmente quando há febre alta, dor intensa ou risco de infecção generalizada.

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Segundo a nefrologista e clínica médica Dra. Renata Asnis, muitos pacientes subestimam sintomas iniciais, acreditando se tratar apenas de uma infecção urinária simples. “Nem toda infecção urinária chega aos rins; mas, quando isso acontece, o quadro merece atenção imediata. A infecção renal pode evoluir rapidamente e comprometer o funcionamento do organismo, especialmente quando há febre, dor lombar importante e sinais sistêmicos”, explica.

Mulheres, pessoas com histórico recorrente de infecção urinária, cálculos renais, diabetes, baixa imunidade ou alterações anatômicas urinárias precisam de atenção redobrada. “Existem grupos mais vulneráveis nos quais uma infecção aparentemente simples pode evoluir de forma mais agressiva. Nesses casos, avaliação precoce é ainda mais importante”, alerta a médica.

Sintomas que merecem atenção

Ardência ao urinar, urgência para ir ao banheiro, sensação de bexiga cheia, dor pélvica ou urina com odor forte podem ser os primeiros sinais de infecção urinária. “Quando uma infecção urinária não é tratada adequadamente, existe risco de progressão para estruturas mais altas, incluindo os rins. Por isso, sintomas persistentes merecem investigação”, orienta a Dra. Renata Asnis.

Quando o quadro evolui para infecção renal, surgem sintomas mais intensos, especialmente febre, calafrios, mal-estar e dor na região lombar. “A presença de febre associada à dor lombar ou dor nas costas merece atenção especial. Muitas vezes, o paciente pensa que é dor muscular, mas pode ser um sinal importante de acometimento renal”, afirma.

Além da dor, alguns pacientes apresentam sintomas sistêmicos importantes. “Quando aparecem náuseas, vômitos, queda do estado geral, fadiga intensa e febre alta, o organismo já pode estar respondendo a uma infecção mais significativa”, explica a médica.

Mulher mais velha com cabelo grisalho preso em coque e usando camisa de manga longa bege sendo orientada em consultório por médica com o cabelo longo e preso em rabo de cavalo usando jaleco branco e mostrando orientações em tablet
O tratamento da infecção urinária e da infecção renal pode variar conforme o paciente (Imagem: fizkes| Shutterstock)

Seguir o tratamento é essencial para a total recuperação

Muitas pessoas acreditam que beber bastante água sozinho resolve uma infecção urinária ou renal. “A hidratação é importante porque auxilia o funcionamento do trato urinário, mas não substitui avaliação médica nem o uso correto de antibióticos quando indicados. Automedicação ou espera excessiva podem piorar o quadro”, alerta a Dra. Renata Asnis.

O tratamento da infecção urinária e da infecção renal depende da gravidade do quadro, da idade da pessoa, da presença de outras doenças e do microrganismo causador da infecção. Por isso, o acompanhamento médico é fundamental para definir a melhor abordagem.

Além disso, mesmo após melhora dos sintomas, abandonar o tratamento pode favorecer recorrência ou resistência bacteriana. “O desaparecimento da dor não significa necessariamente cura completa. É importante seguir tempo e dose prescritos corretamente para reduzir o risco de recidiva e complicações”, afirma a Dra. Renata Asnis.

Procurar ajuda cedo pode evitar internações e complicações graves

Quanto mais cedo o diagnóstico acontece, menores costumam ser os riscos. “Infecção renal não deve ser banalizada. Em casos mais graves, pode haver necessidade de internação e até risco de disseminação da infecção para o organismo. Dor persistente, febre ou piora do estado geral devem ser avaliadas rapidamente”, conclui Dra. Renata Asnis.

O relato de Carolina Dieckmann também reforça um alerta importante: sintomas persistentes nem sempre são algo passageiro. Em alguns casos, reconhecer sinais cedo e buscar atendimento médico pode fazer diferença decisiva na recuperação.

Por Sarah Carvalho

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PE
postado em 09/06/2026 15:35
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