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Idade, porte e rotina: o que considerar na alimentação do seu pet?

A escolha da ração, alimentação natural e comida humana exige atenção para garantir uma dieta equilibrada e segura aos animais

Tutores investem cada vez mais em alimentação de alta qualidade para garantir o desenvolvimento saudável dos pets -  (crédito: Pexels)
Tutores investem cada vez mais em alimentação de alta qualidade para garantir o desenvolvimento saudável dos pets - (crédito: Pexels)

A alimentação dos animais vai muito além de simplesmente escolher uma ração na prateleira do supermercado. Assim como acontece com os humanos, cães e gatos possuem necessidades nutricionais diferentes, que podem variar de acordo com características individuais e condições específicas. Por isso, antes de definir o que vai para o comedouro, é importante considerar fatores como idade, peso, rotina, nível de atividade física e estado de saúde do animal.

Na hora de escolher uma ração, o rótulo pode parecer um bom ponto de partida, mas nem sempre é suficiente para que o tutor consiga identificar sozinho qual produto é mais adequado. Para o veterinário nutrólogo Aldo Barbugli, os responsáveis por cães e gatos devem definir a escolha a partir da orientação de um profissional. A avaliação individual ajuda a entender quais são as necessidades daquele animal e qual alimentação pode atendê-las de maneira mais adequada.

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Essa personalização também deve ser considerada quando se pensa na idade, no porte, na raça e no nível de atividade física do pet. Um animal jovem e bastante ativo, por exemplo, apresenta necessidades diferentes de um idoso e com uma rotina mais tranquila. O mesmo vale para os castrados, que podem sofrer mudanças no metabolismo e na necessidade energética. Nesse sentido, Aldo reforça que "a nutrição de animais de companhia deve sempre ser personalizada e definida por um profissional capacitado". 

A quantidade de alimento também merece atenção. Oferecer mais comida do que o necessário, mesmo quando se trata de uma alimentação considerada adequada, pode favorecer o ganho de peso ao longo do tempo. O excesso de peso nos animais está associado a uma série de problemas e pode comprometer a qualidade de vida. 

Outro ponto que costuma gerar dúvidas entre os tutores é a necessidade de variar constantemente a alimentação. Para Aldo Barbugli, depois que a dieta é ajustada às necessidades do animal, não é recomendado fazer mudanças frequentes. Em alguns casos, a troca constante pode provocar alterações digestivas. Quando uma mudança realmente precisa ser feita, o ideal é que ela aconteça de maneira orientada e gradual.

A ideia de que o pet precisa experimentar diversos sabores e marcas para não "enjoar" da comida também deve ser observada com cautela. Cães e gatos não precisam necessariamente de uma variedade alimentar semelhante àquela buscada pelos humanos. Mais importante do que oferecer novidades constantemente é garantir que a dieta seja nutricionalmente adequada e esteja de acordo com as necessidades do animal. 

Alimentação natural

Além das rações comerciais, a alimentação natural aparece como uma alternativa para os pets. Segundo o veterinário nutrólogo Gabriel Mota, esse tipo de dieta pode ser especialmente interessante quando existe a necessidade de otimizar ou restringir algum nutriente específico. Entretanto, não significa simplesmente oferecer ao animal os mesmos alimentos preparados para a família.

Esse é justamente um dos principais cuidados. De acordo com Gabriel, um dos erros mais comuns é oferecer esse tipo de dieta sem o acompanhamento de um veterinário nutrólogo. "Uma alimentação natural inadequada pode ser muito prejudicial a longo prazo", alerta.

É até possível oferecer alguns produtos que fazem parte da alimentação humana aos pets, mas isso não significa que tudo o que está presente na cozinha seja seguro, a exemplo dos industrializados e alguns alimentos tóxicos. A forma de preparo também importa: itens com excesso de sal, gordura, açúcar ou temperos não são adequados para fazer parte da rotina dos animais.

Frutas, alguns vegetais e determinados tipos de carne, por exemplo, podem ser utilizados como complemento da alimentação, dependendo do animal e da forma como são oferecidos. O cuidado está em não transformar esses alimentos em substitutos improvisados de uma dieta equilibrada. O que parece ser apenas um pequeno pedaço de comida compartilhado com o pet pode se tornar um hábito frequente e alterar significativamente a quantidade de calorias e nutrientes consumidos ao longo do dia.

Cuidado com o que parece inofensivo

Os petiscos, apesar de serem utilizados como recompensa, demonstração de carinho ou durante brincadeiras e treinamentos, não devem ser oferecidos sem controle. Quando aparecem várias vezes ao longo do dia, podem representar uma parcela significativa da ingestão calórica do animal. Por isso, é importante considerar os petiscos dentro da alimentação diária e evitar que eles substituam refeições nutricionalmente completas.

Outro hábito que merece cuidado é compartilhar os restos das refeições da família. Comida preparada para humanos costuma levar ingredientes que não são necessários para os pets, como sal, temperos, molhos e grandes quantidades de gordura. Além disso, oferecer comida diretamente da mesa pode dificultar o controle da quantidade consumida. O mais seguro é que qualquer alimento extra seja escolhido considerando a espécie e as necessidades nutricionais do animal.

Para Gabriel Mota, o caminho para uma alimentação equilibrada passa pelo acompanhamento de um profissional capaz de analisar o animal de maneira individual. Essa avaliação permite considerar não apenas o que ele come, mas também seu histórico, rotina, características físicas e necessidades específicas. 

*Estagiária sob a supervisão de Sibele Negromonte

  • Dietas balanceadas e específicas para cada porte reduzem o risco de doenças crônicas em cães e gatos
    Dietas balanceadas e específicas para cada porte reduzem o risco de doenças crônicas em cães e gatos Foto: Pexels
  • A transição para a alimentação natural exige acompanhamento profissional para evitar déficits nutricionais
    A transição para a alimentação natural exige acompanhamento profissional para evitar déficits nutricionais Foto: Magnific
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postado em 30/08/2026 06:00
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