Moda

Tudo sobre a marca escolhida por Wagner Moura para o Globo de Ouro


O ator Wagner Moura leva a moda conceitual ao tapete vermelho e reacende o interesse pela influente e misteriosa Maison Margiela

Por Giovanna Kunz
AMY SUSSMAN e MONICA SCHIPPER / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / GETTY IMAGES VIA AFP

O look que parou a internet

Wagner Moura escolheu um terno branco da Maison Margiela para o Globo de Ouro, com styling de Ilaria Urbinati. Minimalista e preciso, o visual ganhou força justamente no contraste entre a alfaiataria clássica e a ousadia conceitual do sapato Tabi.

AMY SUSSMAN e MONICA SCHIPPER / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / GETTY IMAGES VIA AFP

O sapato como elemento de estilo

No visual de Wagner Moura, o Tabi não aparece como acessório secundário. O modelo da Maison Margiela reforça a identidade conceitual da marca e quebra a formalidade do terno, mostrando como o calçado pode redefinir a leitura de um look clássico.

AMY SUSSMAN e MONICA SCHIPPER / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / GETTY IMAGES VIA AFP

A Maison Margiela

Fundada em 1988, em Paris, a Maison Margiela nasceu como uma casa de moda antissistema. Desde o início, recusou o luxo óbvio e apostou na desconstrução, no anonimato e na valorização do processo criativo acima da assinatura.

Divulgação/Maison Margiela

Martin Margiela, o estilista invisível

Belga, formado na Academia de Antuérpia e ex-assistente de Jean Paul Gaultier, Martin Margiela ficou conhecido por evitar a fama. Sem entrevistas ou aparições públicas, construiu um dos legados mais influentes da moda contemporânea.

Divulgação/Maison Margiela

A desconstrução como estética

Margiela revolucionou a moda ao expor forros, costuras e estruturas internas das roupas. Peças remontadas, tecidos reaproveitados e volumes inesperados desafiaram a ideia tradicional de acabamento e luxo, criando a chamada 'antimoda'.

Divulgação/Maison Margiela

O nascimento do Tabi

O Tabi surgiu na primeira coleção da marca, em 1989, inspirado nas meias tradicionais japonesas de bico dividido. Na passarela, o sapato causou estranhamento imediato e se tornou um dos símbolos mais duradouros da maison.

Divulgação/Maison Margiela

Um sapato entre culturas

Ao unir referências orientais e design conceitual europeu, o Tabi propõe outra relação com o corpo e o caminhar. A separação dos dedos cria uma silhueta quase alienígena, que questiona padrões de beleza e funcionalidade.

Reprodução/Instagram/@anacshumiski

De polêmico a cult

Inicialmente visto como estranho, o Tabi conquistou status de ícone. Hoje, aparece em versões que vão de botas e sapatilhas a loafers e tênis, usado por fashionistas, artistas e celebridades que valorizam moda autoral.

Reprodução/Instagram/@nakedcph