Na estreia de Demna na Gucci, lantejoulas, silhuetas sensuais e atitude femme fatale dominaram a passarela. Em clima de museu, com trilha techno e estátuas de mármore, a marca retomou sua ousadia histórica com energia renovada.
Maria Grazia Chiuri voltou à Fendi apostando em rendas transparentes, veludos e brilhos. A coleção celebrou o corpo feminino com elegância e memória, incluindo referências à era Lagerfeld.
Na Prada, sobreposições foram manifesto. Peças 'descascavam' na passarela, revelando novas camadas. A bagunça proposital refletiu a complexidade da vida, e mostrou que o styling será protagonista.
O brilho voltou sem pedir licença. Além da Gucci, marcas como Diesel e Moschino investiram em cores vibrantes, cetim chiclete e uma energia retrô que prova: minimalistas, cuidado.
Na Dolce & Gabbana, o preto reinou absoluto em rendas e alfaiataria ajustada, com direito à presença icônica de Madonna, que foi homenageada, na plateia.
Maximalistas e dramáticos, os casacos roubaram a cena. Na Bottega Veneta e na Armani, volumes, texturas felpudas e cores intensas transformaram o item de inverno em peça central.
A pele continua em evidência, mas com sofisticação. Na Jil Sander e na Roberto Cavalli, vestidos longos com fendas até a coxa equilibraram recato e provocação.
Mesmo no maximalismo, houve contenção. A Max Mara apostou em cortes precisos e tons sóbrios, enquanto a Tod's reforçou o artesanato como luxo silencioso.
Entre celebridades, estreias e apostas arriscadas, Milão provou que a moda italiana recuperou sua coragem. O outono/inverno 2026 será intenso, dramático e vibrante.