Em 1669, Henning Brand, um mercador e alquimista de Hamburgo, Alemanha, fez uma descoberta revolucionária. Na ocasião, ele buscava a mítica pedra filosofal e métodos para criar ouro.
Em meio às experimentações, Brand reuniu 50 galões de urina e os submeteu a processos químicos escolhidos de forma arbitrária, armazenando tudo em seu porão.
A busca era que a destilação resultasse em ouro, entretanto, a substância emitia um brilho noturno impressionante, que gerou o fósforo.
Cabe destacar que o processo exigia 50 litros de urina para produzir apenas um grama de fósforo. O interesse comercial do produto se desenvolveu em 1769, com o químico sueco Carl Wilhelm Scheele, que desenvolveu um método eficiente de vendas.
Johan Gottlieb Gahn complementou este avanço ao descobrir que o fosfato de cálcio, encontrado em ossos de animais, era uma fonte mais abundante e viável para a produção de fósforo.
O nome fósforo ganhou um novo significado graças ao químico britânico John Walker, que percebeu que o material descoberto por Brand flamejava ao ser friccionado em algumas superfícies.
Foi nos Estados Unidos que Alonzo D. Phillips de Springfield obteve, em 1836, uma patente para “fabricar fósforos de fricção” e os chamou “locofocos”.
Mais tarde, em 1845, o austríaco Anton Schrötter desenvolveu o fósforo vermelho, que era mais seguro e levou à criação dos fósforos de segurança modernos por Johan Edvard Lundstrom.
A partir de 7 de abril de 1827 começaram a ser comercializados os palitos de fósforos. Desde então, esse elemento passou a servir para diferentes objetivos e situações.
A descoberta chegou ao conhecimento do físico inglês Robert Boyle (1627-1691), que criou, onze anos mais tarde, uma folha de papel áspero com a presença de fósforo, acompanhada de uma varinha com enxofre.
Dessa forma, o calor causado pela fricção do palito com a superfície áspera fazia o fósforo liberar faíscas, incendiando o enxofre.
Décadas mais tarde, houve o surgimento do “fósforo de segurança”, recoberto com um agente isolante para não pegar fogo à toa. No Brasil, o produto só passou a ser fabricado no início do século XX, pela Fiat Lux.
No Brasil, o comerciante curitibano Olivo Carnascialli fundou, em 1913, a Cia. Fabril Paranaense com a finalidade de explorar a indústria do palito de fósforo, sendo desta forma um dos precursores dessa indústria no paÃs.
No processo, o palito queima porque sua cabeça, que é feita de substâncias que fazem a faísca do atrito com a caixinha virar chama. O fogo, então, consome a madeira do palito por uns 10 segundos.
A superfície da caixa em que riscamos o palito possui característica áspera, semelhante a uma lixa, e é composta das seguintes substâncias: dextrina, fósforo vermelho, Sb2S3 (trissulfeto de antimônio).
A cabeça do palito de fósforo é composta por uma mistura de substâncias químicas, como clorato de potássio, enxofre e fosfato de amônio.
O fósforo ajuda a acender fogueiras e lareiras, velas, fogões e churrasqueiras. Além disso, aparece é usado em laboratórios e experimentos químicos e contribuiu na sobrevivência em acampamentos.
O elemento fósforo (P), da tabela periódica, está presente na caixa, mas não no palito. O fósforo está na superfície da caixa, na parte onde se risca o objeto.
Os fósforos antigos, que continham o branco, eram extremamente venenosos. Atualmente, os fósforos são mais seguros, mas ainda devem ser mantidos longe de crianças e animais.
Atualmente, os fósforos de segurança são os mais comuns, pois só acendem quando friccionados contra uma superfície específica da embalagem, reduzindo riscos de ignição acidental.