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Portela é notificada pela Anac após voo com drone na Sapucaí


Olha só essa! A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) notificou a Portela e a Liga Independente das Escolas de Samba do Rio após a utilização de um drone transportando um integrante da comissão de frente durante o desfile na Sapucaí.

Por Flipar
Portela - Rio Carnaval - Fotos: Eduardo Hollanda

O equipamento realizou quatro voos curtos sobre um tripé alegórico, mas, segundo a Anac, o transporte de pessoas é “expressamente proibido” pelo regulamento RBAC E nº 94. Ele também impõe distância mínima de segurança.

Portela - Rio Carnaval - Fotos: Eduardo Hollanda

A escola, que terminou em décimo no Grupo Especial do Rio de Janeiro, tem dez dias para prestar esclarecimentos técnicos sobre o aparelho e a operação.

Portela - Rio Carnaval - Fotos: Eduardo Hollanda

Apesar da décima colocação, a centenária Portela é a maior campeã do Carnaval do Rio de Janeiro, com 22 títulos. Conheça a história da azul e branca de Oswaldo Cruz e Madureira.

reprodução redes sociais

O Grêmio Recreativo Escola de Samba Portela, popular Portela, foi fundado em 11 de abril de 1923 no bairro de Oswaldo Cruz, no subúrbio da cidade do Rio de Janeiro.

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As cores da escola são o azul e o branco e o símbolo da escola é uma águia, representando o brasão. A sede/quadra da Portela, onde são realizados os ensaios e outros eventos, fica em Madureira, bairro da Zona Norte do Rio de Janeiro.

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Uma curiosidade interessante sobre a Portela é que a escola foi a única do Rio a participar de todos os desfiles oficiais do carnaval. Além disso, a agremiação foi a primeira a desfilar no Grupo Especial, quando este foi estabelecido em 1979.

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Originalmente, em 1923, a escola foi fundada como um bloco carnavalesco, chamado ‘Conjunto Carnavalesco Oswaldo Cruz’, por um grupo de moradores do bairro, incluindo Paulo da Portela.

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Outra pessoa crucial para a Portela se tornar bem estabelecida na região foi Esther Maria de Jesus, também conhecida como Dona Esther. Ela costumava organizar festas em sua casa, onde sambistas como Donga, Pixinguinha e Candeia se apresentavam.

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Antes de ser chamada de Portela, em 1935, a escola ainda foi chamada de “Quem nos faz é o capricho” (em 1930) e “Vai Como Pode” (em 1931). Também tem o apelido de “A Majestade do Samba”.

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Inspirada na Bandeira do Sol Nascente, que o Japão utilizava até o fim da Segunda Guerra Mundial, a bandeira definitiva da Portela foi criada em 1931 por Antônio Caetano, um desenhista da Marinha e um dos fundadores da escola.

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A primeira conquista veio em 1935 – ano em que recebeu o nome ‘Portela’ –, quando a escola desfilou pela quarta vez. O enredo foi “O samba dominando o mundo”. Entre 1941 e 1947, a Portela venceu sete vezes seguidas o Carnaval RJ.

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Em 2017, a Portela quebrou um jejum de 33 anos e voltou a vencer, dessa vez com o enredo “Quem nunca sentiu o corpo arrepiar ao ver esse rio passar?”, em homenagem aos rios do Brasil.

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A Portela é uma escola com um forte apelo social. A escola constantemente se posiciona contra as desigualdades e a discriminação, sendo uma importante voz da comunidade negra e periférica do Rio de Janeiro.

Wigder Frota / GRES Portela

A comunidade portelense é conhecida por sua paixão e dedicação ao samba e à escola. Diversas personalidades são (ou foram) portelenses, como Clara Nunes, Marisa Monte, Paulinho da Viola (à direita na foto), Candeia, Monarco, Noca da Portela, entre outros.

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Entre os sambas-enredo mais importantes da história da Portela, destaque para “Memórias de um Sargento de Milícias”, criado por Paulinho da Viola, em 1966, que resultou em título para a escola.

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Outro samba-enredo muito conhecido é “Lendas e Mistérios da Amazônia”, de 1970, que abordava temas relacionados aos povos nativos, folclores e lendas da Amazônia. O mesmo samba foi trazido de volta em 2004.

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No ano de 1984, a Portela dedicou o enredo “Contos de Areia” para homenagear figuras essenciais da escola, como Paulo da Portela e Clara Nunes.

Armando Borges wikimedia commons

Em 2023, a escola completou 100 anos de existência e levou o enredo “O azul que vem do infinito” para a avenida. O tema percorreu a trajetória gloriosa da escola e homenageou grandes nomes, ficando na quarta posição.

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