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Após 16 anos, AC/DC volta ao Brasil e lota o estádio do MorumBIS


Após pouco mais de 16 anos longe dos palcos brasileiros, a cultuada banda de rock australiana AC/DC reencontrou o público do país na noite de 24 de 2026, no estádio do MorumBIS, em São Paulo. 

Por Flipar
Reprodução do Instagram @acdc

O primeiro de três shows programados do grupo na capital paulista reuniu cerca de 70 mil pessoas e teve ingressos esgotados. A apresentação integra a turnê “Power Up”, nome do álbum mais recente da banda, lançado em 2020. 

Reprodução do X @acdc

A apresentação marcou o retorno do grupo ao Brasil pela primeira vez após a morte do guitarrista Malcolm Young, em 2017, vítima de complicações relacionadas à demência e outros problemas de saúde.

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O concerto em São Paulo começou com “If You Want Blood (You’ve Got It)”, faixa do disco Highway to Hell (1979). Ao longo da noite, não faltaram sucessos que ajudaram a consolidar o nome da banda no rock mundial, como “Highway to Hell”, “T.N.T.”, “You Shook Me All Night Long”, “Shoot to Thrill”, “Hells Bells”, “Sin City”, entre outros. 

Reprodução do X @acdc

No palco, o guitarrista Angus Young foi o único integrante remanescente da formação original. O quinteto foi completado por Brian Johnson (vocal), Stevie Young (guitarra), sobrinho de Angus, Chris Chaney (baixo) e Matt Laug (bateria).

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Formado em 1973, em Sydney, na Austrália, o AC/DC nasceu da iniciativa dos irmãos escoceses Malcolm e Angus Young, que haviam emigrado com a família para o país ainda na infância. 

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Inspirado pela energia crua do rock e do blues elétrico, o grupo rapidamente se destacou na cena local com apresentações intensas e uma sonoridade direta. 

Reprodução do Instagram @acdc

O nome da banda tem relação com a ideia de energia elétrica. Ele foi inspirado pela inscrição “AC/DC” vista em uma máquina de costura da irmã dos músicos, refletindo a proposta de eletricidade sonora que se tornaria marca registrada da banda.

Reprodução do X @acdc

A primeira fase do grupo teve como vocalista Dave Evans, mas foi com a entrada de Bon Scott, em 1974, que o AC/DC consolidou sua identidade artística. Carismático e dono de voz rouca inconfundível, Scott ajudou a impulsionar discos como “High Voltage” e “Let There Be Rock”, ampliando a projeção do grupo além da Austrália. 

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O reconhecimento internacional veio no fim da década de 1970, especialmente com o álbum “Highway to Hell”, lançado em 1979, que levou a banda às paradas de sucesso nos Estados Unidos e na Europa.

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A trajetória da banda sofreu um duro golpe em fevereiro de 1980, quando Bon Scott morreu em Londres, aos 33 anos, após uma noite de excessos alcoólicos. 

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A continuidade do grupo foi colocada em dúvida, mas os irmãos Young decidiram seguir adiante e recrutaram o cantor britânico Brian Johnson para assumir como vocalista. 

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Ainda em 1980, a nova formação lançou “Back in Black”, disco que se tornaria um dos mais vendidos da história da música, com estimativas superiores a 50 milhões de cópias comercializadas em todo o mundo. O álbum, uma homenagem a Scott, consolidou definitivamente o AC/DC como uma das maiores forças do hard rock.

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Ao longo das décadas de 1980 e 1990, a banda manteve uma produção constante, com álbuns como “For Those About to Rock We Salute You”, “The Razors Edge” e “Ballbreaker”, além de turnês mundiais que reforçaram sua reputação de potência ao vivo. 

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Nos anos 2000, o grupo voltou a alcançar enorme repercussão com “Black Ice”, lançado em 2008, que liderou paradas em diversos países e motivou uma das turnês mais lucrativas da época. 

Reprodução do X @acdc

Entretanto, a década seguinte foi marcada por desafios internos. Malcolm Young deixou a banda por problemas de saúde que o levariam à morte em 2017.

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O baterista Phil Rudd e o baixista Cliff Williams também se afastaram temporariamente, o que levou a mudanças na formação. Em 2020, o AC/DC retornou aos estúdios para gravar “Power Up”, trabalho concebido como tributo a Malcolm Young, utilizando composições que o guitarrista havia desenvolvido antes de se afastar. 

Reprodução do Instagram @acdc

Ao longo de sua história, o AC/DC vendeu mais de 200 milhões de discos mundialmente e consolidou-se como um dos nomes mais influentes do rock, mantendo-se relevante graças à energia de suas apresentações e à fidelidade a uma sonoridade que atravessa gerações.

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