Ao questionarem as estruturas rígidas das casas convencionais, as sócias Rafaella Féo e Elieth Lopes Gonçalves idealizaram um ambiente integrado e orgânico, algo diferente do padrão tradicional.
Segundo informações do site Campo Grande News, o primeiro esboço foi feito de forma improvisada em um guardanapo, dando início a uma busca por alternativas arquitetônicas inovadoras.
Diante da ausência de construtores especializados em domos geodésicos no Mato Grosso do Sul, elas decidiram aprender a técnica por conta própria, estudando e erguendo com as próprias mãos uma cúpula de triângulos no quintal de casa.
Essa estrutura inicial, que hoje funciona como um laboratório vivo e espaço para práticas como yoga, logo atraiu a atenção de curiosos e resultou na fundação da Domoself, a primeira empresa do ramo na região.
As vantagens desse tipo de construção vão muito além da estética diferenciada. O custo chega a ser 30% inferior ao da alvenaria comum, com projetos que variam de R$ 45 mil a mais de R$ 100 mil, dependendo do refinamento e tamanho.
Outro ponto crucial é em relação ao desperdício de materiais, que é quase inexistente, “É uma construção limpa. O cliente praticamente não fica com resíduo”, ressaltou Rafaella.
O tempo de execução é outro diferencial que chama a atenção, permitindo a entrega de uma unidade habitacional em um período que varia entre 29 e 60 dias, em contraste com os longos meses de obras tradicionais.
Além da agilidade, a sustentabilidade se destaca pela eficiência térmica, já que o formato arredondado favorece a circulação contínua do ar, que escapa naturalmente por uma abertura no topo.
As construções em forma de domos geodésicos ganharam destaque no século 20 graças ao arquiteto e inventor Buckminster Fuller, que popularizou essa técnica por sua eficiência estrutural e economia de materiais.
Alguns dos exemplos mais famosos são a Spaceship Earth, no parque Epcot, na Flórida, e o imenso complexo estufas do Eden Project, localizado na Cornualha, Inglaterra.
Outro destaque é a Biosfera de Montreal, um museu dedicado ao meio ambiente que utiliza a carcaça de aço de um antigo pavilhão da Expo 67. Hoje, essas estruturas são usadas em residências, estufas agrícolas, centros científicos e hospedagens ecológicas em várias partes do mundo.