A legislação aprovada pelo município mineiro que extinguiu o uso dessas charretes prevê a oferta de passeios movidos a carruagens elétricas. No entanto, a nova modalidade ainda não tem prazo para entrar em funcionamento.
O fim do passeio turístico a cavalo é uma tendência mundial, respondendo a pleitos da sociedade para que não haja uso de animais nessas atividades. Confira a seguir o exemplo de outras cidades pelo mundo que extinguiram o serviço.
Tiradentes - A cidade histórica de Minas Gerais passou a empregar charretes elétricas no início de março de 2026, com a entrega inicial de dez modelos do veículo.
O Ministério Público de Minas Gerais informou que pelo projeto cada charreteiro recebe uma charrete elétrica após entregar o veículo antigo e os dois cavalos que eram utilizados na tração. Em seguida, os animais são encaminhados para adoção responsável.
Cartagena - A cidade colombiana proibiu a circulação de charretes a cavalo em suas ruas no fim de 2025, adotando a substituição por veículos elétricos para esses passeios.
A medida da prefeitura de Cartagena faz parte de um pacote adotado para tornar a cidade um destino mais ético e moderno. As carruagens movidas a cavalo faziam parte de uma tradição colonial.
Bruxelas - Em agosto de 2024, a capital da Bélgica tornou-se a primeira cidade da Europa a implementar uma transição completa das carruagens turísticas a cavalo para veículos elétricos.
De acordo com reportagem do “The New York Times”, o último operador de carruagens a cavalo em Bruxelas foi Thibault Danthine, que encerrou o emprego de cinco animais nesse tipo de serviço.
Guadalajara - Em maio de 2018, a cidade mexicana iniciou a operação de carruagens elétricas no município, dando fim à prática centenária de usar cavalos nesse tipo de transporte.
No México, as carruagens movidas a cavalo, batizadas de “calandrias”, foram um meio tradicional de transporte durante o século 20, sendo adotadas a partir da década de 1950 como meio turístico em Guadalajara.
Montreal - Em 2018, as preocupações com o bem-estar animal levaram a cidade canadense a abolir as carruagens a cavalo, chamadas calèches e que eram populares entre turistas na região onde está a Basílica de Notre-Dame.