Essas sementes pertencem, em geral, a algumas espécies de gramíneas, que possuem estruturas alongadas chamadas aristas. Elas funcionam como extensões finas, sensíveis às mudanças do ambiente. É justamente nessas partes que ocorre o movimento observado.
O mecanismo por trás disso é conhecido como movimento higroscópico. Em resumo, ele acontece quando materiais reagem à umidade do ar, absorvendo ou perdendo água. Essa variação provoca alterações na forma da estrutura.
Quando o ar está úmido, partes da arista incham; quando o clima seca, elas encolhem. Esse processo faz com que a estrutura torça e se destorça repetidamente. Como resultado, a semente pode girar ou se deslocar lentamente sobre o solo.
Esse deslocamento, embora discreto, tem uma função importante. Ele ajuda a semente a encontrar pequenas fendas no terreno ou a se enterrar levemente. Assim, aumentam as chances de germinação em um local mais protegido.
O fenômeno pode parecer surpreendente à primeira vista, mas é fruto de adaptações ao longo da evolução. Sem qualquer tipo de consciência, essas sementes utilizam apenas suas características físicas. Ainda assim, o resultado final continua sendo um dos exemplos mais curiosos da natureza.