Animais

Zoológico de São Paulo registra primeiro filhote de guaxinim norte-americano do Brasil


O Zoológico Sonho de Criança, que fica em Pitangueiras, São Paulo, registrou o nascimento inédito de um guaxinim-norte-americano da espécie Procyon lotor em cativeiro no Brasil. O filhote, agora com três meses, é descendente de um casal resgatado pelo Ibama em 2024, após serem encontrados em um navio de carga sob suspeita de tráfico internacional de animais. A gestação foi identificada apenas na fase final, e o nascimento foi acompanhado de perto pela equipe técnica do zoológico, que destacou a

Por Flipar
Reprodução de vídeo EPTV

'É um animal que é um grande atrativo e isso ajuda não só na parte de conservação, mas na parte de educação ambiental. Para as pessoas entenderem também que o animal que está aqui no zoológico chegou de uma maneira muitas vezes trágica', explicou o biólogo Yago Moya, em entrevista ao EPTV, da Rede Globo.

Reprodução do Instagram @zoosonhodecrianca

O guaxinim é conhecido pelo comportamento ativo, inteligência e sensibilidade nas patas dianteiras, o que motivou a criação de estímulos para incentivar o forrageamento. 'Soltou ele aqui fora [na área externa do zoo], é ir para o bambu, subir em cima de árvore, pular dentro da água, brincar com a água. Ele é um bebezinho, três meses. Vai continuar brincando por muito tempo ainda', comentou a cuidadora de animas do zoológico, Maria Eduarda da Silva.

Reprodução de vídeo EPTV

Os guaxinins são mamíferos de médio porte nativos da América do Norte, mas que hoje habitam diversas regiões da Europa e Ásia devido à introdução por humanos. Estes animais têm características físicas marcantes, como a pelagem cinza densa e a famosa 'máscara' de pelos pretos ao redor dos olhos, que reduz o brilho da luz e melhora a visão noturna.

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Os guaxinins apresentam uma grande capacidade de adaptação e consegue viver tanto em florestas quanto em áreas urbanas, parques e regiões próximas a rios e lagos. Sua alimentação inclui frutas, insetos, ovos, pequenos vertebrados, sementes e restos de comida encontrados em ambientes urbanos.

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Eles contam com patas dianteiras extremamente sensíveis e habilidosas, capazes de manipular objetos com precisão semelhante à de primatas. Essa habilidade ajuda os guaxinins a manipular objetos, abrir trincos, desvendar latas de lixo e até desamarrar nós.

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A inteligência dos guaxinins impressiona pesquisadores. Eles possuem capacidades cognitivas elevadas, conseguem resolver problemas complexos e retêm o aprendizado por vários anos. Um comportamento curioso é o hábito de 'lavar' o alimento na água.

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Na verdade, estudos comprovaram que esse ato aumenta a sensibilidade tátil das patas, o que permite ao animal identificar melhor a textura e o tamanho da comida antes da ingestão. Toda essa inteligência contribui para sua reputação de animal curioso e oportunista.

Carsten Volkwein/Wikimédia Commons

Na natureza, os guaxinins vivem de forma solitária na maior parte do tempo, embora fêmeas permaneçam com seus filhotes por vários meses após o nascimento. A gestação dura cerca de dois meses, com ninhadas que variam entre dois e cinco filhotes.

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A expectativa de um vida guaxinim na natureza costuma ser de dois a cinco anos, mas pode ultrapassar dez anos em cativeiro. Seus predadores naturais incluem coiotes, linces e grandes aves de rapina. Em alguns lugares próximos a cidades, doenças também costumam ser um fator causador de mortes.

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Mesmo assim, a principal ameaça atual vem da perda de habitat e de atropelamentos em áreas urbanizadas. Diferente das fêmeas, os guaxinins machos formam pequenos grupos para garantir a defesa contra invasores e facilitar a busca por parceiras.

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Apesar da aparência carismática, o contato direto com guaxinins exige cautela. Eles são vetores de doenças como a raiva e o verme intestinal Baylisascaris procyonis. Além disso, quando se sentem acuados, pode ser agressivos e utilizarem suas garras afiadas para defesa.

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