'É um animal que é um grande atrativo e isso ajuda não só na parte de conservação, mas na parte de educação ambiental. Para as pessoas entenderem também que o animal que está aqui no zoológico chegou de uma maneira muitas vezes trágica', explicou o biólogo Yago Moya, em entrevista ao EPTV, da Rede Globo.
O guaxinim é conhecido pelo comportamento ativo, inteligência e sensibilidade nas patas dianteiras, o que motivou a criação de estímulos para incentivar o forrageamento. 'Soltou ele aqui fora [na área externa do zoo], é ir para o bambu, subir em cima de árvore, pular dentro da água, brincar com a água. Ele é um bebezinho, três meses. Vai continuar brincando por muito tempo ainda', comentou a cuidadora de animas do zoológico, Maria Eduarda da Silva.
Os guaxinins são mamíferos de médio porte nativos da América do Norte, mas que hoje habitam diversas regiões da Europa e Ásia devido à introdução por humanos. Estes animais têm características físicas marcantes, como a pelagem cinza densa e a famosa 'máscara' de pelos pretos ao redor dos olhos, que reduz o brilho da luz e melhora a visão noturna.
Os guaxinins apresentam uma grande capacidade de adaptação e consegue viver tanto em florestas quanto em áreas urbanas, parques e regiões próximas a rios e lagos. Sua alimentação inclui frutas, insetos, ovos, pequenos vertebrados, sementes e restos de comida encontrados em ambientes urbanos.
Eles contam com patas dianteiras extremamente sensíveis e habilidosas, capazes de manipular objetos com precisão semelhante à de primatas. Essa habilidade ajuda os guaxinins a manipular objetos, abrir trincos, desvendar latas de lixo e até desamarrar nós.
A inteligência dos guaxinins impressiona pesquisadores. Eles possuem capacidades cognitivas elevadas, conseguem resolver problemas complexos e retêm o aprendizado por vários anos. Um comportamento curioso é o hábito de 'lavar' o alimento na água.
Na verdade, estudos comprovaram que esse ato aumenta a sensibilidade tátil das patas, o que permite ao animal identificar melhor a textura e o tamanho da comida antes da ingestão. Toda essa inteligência contribui para sua reputação de animal curioso e oportunista.
Na natureza, os guaxinins vivem de forma solitária na maior parte do tempo, embora fêmeas permaneçam com seus filhotes por vários meses após o nascimento. A gestação dura cerca de dois meses, com ninhadas que variam entre dois e cinco filhotes.
A expectativa de um vida guaxinim na natureza costuma ser de dois a cinco anos, mas pode ultrapassar dez anos em cativeiro. Seus predadores naturais incluem coiotes, linces e grandes aves de rapina. Em alguns lugares próximos a cidades, doenças também costumam ser um fator causador de mortes.
Mesmo assim, a principal ameaça atual vem da perda de habitat e de atropelamentos em áreas urbanizadas. Diferente das fêmeas, os guaxinins machos formam pequenos grupos para garantir a defesa contra invasores e facilitar a busca por parceiras.
Apesar da aparência carismática, o contato direto com guaxinins exige cautela. Eles são vetores de doenças como a raiva e o verme intestinal Baylisascaris procyonis. Além disso, quando se sentem acuados, pode ser agressivos e utilizarem suas garras afiadas para defesa.