Celebridades e TV

Tony Tornado celebra 96 anos de idade e conta segredo para longevidade


Tony Tornado completou 96 anos de idade no dia 26 de maio de 2026 e contou em entrevista que encara essa fase da vida com muita tranquilidade e gratidão. Tony disse que, apesar da idade, continua olhando para o futuro e fazendo novos planos profissionais. Segundo ele, o desejo de trabalhar, fazer shows e atuar segue sendo uma motivação diária. “Enquanto eu tiver saúde e amor pelo que faço, quero continuar vivendo a arte intensamente. O trabalho me mantém vivo”, declarou.

Por Flipar
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Em 2025, por exemplo, esteve na novela da TV Globo 'Êta Mundo Melhor!' e levou aos palcos o show 'Soul e Emoção'. Assim, Tony segue se apresentando em shows pelo país. Recentemente, ele participou da Virada Cultural, em São Paulo, e destacou a importância do contato com o público para manter sua energia. O cantor contou que se sente fortalecido ao ver diferentes gerações acompanhando seu trabalho, desde pessoas que cresceram ouvindo suas músicas até jovens e crianças que passaram a conhecê-lo ag

Divulgação Tv Globo/Edu Lopes

No dia 24 de maio de 2026, Tony participou do “Domingão com o Huck” e surpreendeu a todos ao revelar que seu pai, Ray Antenor, viveu até os 117 anos. O pai nasceu em Georgetown, na Guiana e ficou conhecido por sobreviver ao massacre de Jonestown, uma tragédia que aconteceu em 1978 envolvendo a seita liderada por Jim Jones. Bem-humorado, Tony também brincou ao comentar o que considera o segredo para viver tanto tempo. “Primeiro é não morrer”. Em seguida, contou que nunca deixou de aproveitar comi

Reprodução TV Globo

Conheça mais, a seguir, sobre a trajetória de Antônio Viana Gomes, mais conhecido como Tony Tornado. Nascido no dia 26 de maio de 1930 em Presidente Prudente, interior de São Paulo, ele é um ator e cantor conhecido pela sua voz marcante e por ser pioneiro do soul e do funk no Brasil.

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Filho de pai guianense e mãe brasileira, ele viveu com os pais até os 17 anos. Na juventude, ele sonhava em ser paraquedista, mas antes disso trabalhou como engraxate e chegou a vender amendoim para ajudar no sustento. Em 1948, Tony se mudou para o Rio de Janeiro.

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No ano seguinte, Tony entrou para o Exército, onde serviu por 13 anos. Foi nesse período em que conheceu Silvio Santos. Depois de abandonar a carreira militar, ele começou a carreira artística na década de 1960 com o nome artístico de Tony Checker fazendo imitações de cantores estadunidenses, como Chubby Checker.

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Depois ele se mudou para os Estados Unidos, onde teve uma vida difícil. Ele foi deportado em 1968 e, com isso, voltou ao Brasil. Foi quando adotou o nome artístico Tony Tornado e começou a ganhar reconhecimento nacional. Um dos momentos mais marcantes de sua carreira foi sua vitória no Festival Internacional da Canção de 1970 com a música “BR-3”, ao lado do Trio Ternura.

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Além de sua carreira musical, Tony Tornado se destacou como ator na televisão e no cinema. Seu primeiro papel foi como João Corisco, na novela 'Jerônimo, o Herói do Sertão', exibida pela TV Tupi em 1972. Depois, participou, também, de diversas novelas da TV Globo e um dos seus primeiros e mais marcantes papéis foi como Rodésio na novela 'Roque Santeiro' em 1985.

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Outras novelas marcantes da carreira de Tony Tornado são 'Sinhá Moça', 'Agosto', 'A Viagem', 'Kubanacan', 'Amor Perfeito', 'Êta Mundo Melhor', entre outras. Tony também trabalhou ao lado dos 'Trapalhões', fez parcerias com o humorista Chico Anysio e participou de outras produções da Globo como 'Caça Talentos', 'Sai de Baixo', 'Sob Nova Direção' e 'Zorra Total'.

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Aliás, na TV brasileira, foi um dos primeiros a usar o cabelo 'black power', símbolo de orgulho e resistência negra. Inclusive, seu posicionamento contra o racismo fez ele ser perseguido na Ditadura. Tony Tornado foi preso nove vezes pelos agentes ao longo da Ditadura Militar.

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Em 1971, por exemplo, durante um show de Elis Regina, Tony subiu no palco, abraçou a cantora e levantou o punho fechado, um gesto que simboliza resistência inspirado nos Panteras Negras, movimento que combatia o racismo nos Estados Unidos. Na mesma hora, foi retirado do local algemado.

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Anos depois, ele relembrou: 'Sempre achavam que eu agitava e eu não agitava. Até que um dia falaram: 'vamos mandar esse negão embora'. Aí, me botaram no avião e eu fui embora'. Depois disso, Tony foi exilado e passou por vários países, como Uruguai, a extinta Tchecoslováquia, Coreia do Norte, Cuba e Rússia.

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