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Atriz Dira Paes integra campanha de conscientização sobre a Mata Atlântica


A atriz Dira Paes integrou a campanha nacional “Escute as Aves da Mata Atlântica”, lançada em 27 de maio, data em que foi celebrado o Dia Nacional da Mata Atlântica. A ação tem como objetivo conscientizar a população sobre a importância da preservação desse importante bioma, considerado um dos mais ameaçados do Brasil, por meio de conteúdos audiovisuais, iniciativas educativas e atividades voltadas ao público. O projeto foi apresentado nas redes sociais com a divulgação de dois vídeos inéditos.

Por Flipar
Dira Paes, atriz e apresentadora brasileira - Roberto Filho/Divulgacão

“Quando a gente escuta esses sons, entende que a Mata Atlântica ainda resiste e pede cuidado. Participar dessa campanha foi uma maneira de somar minha voz a esse chamado pela preservação”, afirma a atriz. O texto do manifesto também chama atenção para a perda histórica de áreas do bioma ao longo das últimas décadas. “Cadê a Mata Atlântica que estava aqui? O fogo comeu! O gato comeu! A motosserra comeu! O concreto comeu! Hoje nos restam menos de 30% dessa nossa casa”, diz um dos trechos.

José Cruz/ABr/WikimédiaCommons

Nascida em Abaetetuba, no interior do Pará, em 30 de junho de 1969, Dira Paes, cujo nome de batismo é Ecleidira Maria Fonseca Paes, cresceu em uma família simples e numerosa. Filha de Edir Paes e Flor Paes, passou parte da infância na capital Belém e desenvolveu desde cedo interesse pelas artes. Sua origem amazônica se tornaria, anos depois, uma característica fortemente presente em sua identidade artística e em muitos dos trabalhos que escolheu realizar ao longo da carreira.

Reprodução do Instagram @dirapaes

A estreia profissional aconteceu ainda na adolescência, quando foi selecionada para integrar o elenco do filme internacional “A Floresta das Esmeraldas” (“The Emerald Forest”), dirigido pelo cineasta britânico John Boorman e lançado em 1985. A participação na produção acabou sendo decisiva para definir seu futuro profissional. O contato com o cinema despertou definitivamente o desejo de seguir carreira artística, levando-a a buscar formação na área após deixar o Pará.

Ivone Perez/WikimédiaCommons

Determinada a se profissionalizar, Dira Paes se mudou para o Rio de Janeiro, onde ingressou na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), formando-se em Artes Cênicas. Nos anos seguintes, a atriz passou a alternar trabalhos no cinema e na televisão. No final da década de 1980 e início dos anos 1990, participou de produções como o filme “Ele, o Boto”, de Walter Lima Jr., inspirado em lendas amazônicas, ao lado de atores como Carlos Alberto Riccelli, Cássia Kiss e Ney Latorraca.

Reprodução do Instagram @dirapaes

No período, também aparecer em projetos televisivos, incluindo a novela “Araponga”, exibida pela TV Globo. Aos poucos, foi conquistando espaço em uma indústria ainda concentrada em atores oriundos dos grandes centros urbanos do Sudeste. A sua carreira ganhou mais visibilidade na década de 1990, especialmente com sua atuação no filme “Corisco e Dadá”, de 1996. Interpretando personagem inspirada na companheira do cangaceiro Corisco (Chico Diaz), Dira recebeu elogios da crítica e passou a ser vista

Reprodução do Instagram @dirapaes

A partir daí, sua filmografia se expandiu rapidamente. Ela participou de obras que se tornaram referências do cinema brasileiro contemporâneo, como “Amarelo Manga”, “Baixio das Bestas”, “A Festa da Menina Morta”, “2 Filhos de Francisco”, “À Beira do Caminho”, “Divino Amor”, “Veneza” e “Pureza”.

Divulgacão

Ao longo dos anos, suas interpretações renderam troféus em festivais importantes, como Gramado e Brasília, além de prêmios concedidos pela Academia Brasileira de Cinema. Dira é frequentemente apontada como uma das atrizes mais premiadas do cinema nacional.

Reprodução do Instagram @dirapaes

Embora tenha construído uma carreira de prestígio nas telas de cinema, foi a televisão que ampliou sua popularidade junto ao grande público. A consagração nacional viria nos anos 2000, com a personagem Solineuza, da série humorística “A Diarista”. A empregada doméstica atrapalhada e dona de bordões marcantes transformou-se em um dos papéis mais lembrados da carreira da atriz e lhe rendeu amplo reconhecimento popular.

Reprodução Globoplay

O sucesso em papéis cômicos não impediu que Dira continuasse investindo em personagens dramáticos. Em 2009, ganhou enorme repercussão ao interpretar Norminha na novela “Caminho das Índias”. A personagem tornou-se um fenômeno cultural, gerando debates, memes e repercussão nacional.

Reprodução do Instagram @dirapaes

Nos anos seguintes, a atriz esteve presente em novelas e séries de destaque, incluindo “Ti Ti Ti”, “Fina Estampa”, “Salve Jorge”, “Amores Roubados”, “Velho Chico”, “Verão 90”, 'Três Graças' e o remake de “Pantanal”. Em cada projeto, demonstrou uma habilidade rara de adaptar-se a universos narrativos distintos, transitando com naturalidade entre o drama, a comédia, o romance e as narrativas regionais.

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Paralelamente ao trabalho artístico, Dira Paes tornou-se uma voz ativa em pautas relacionadas à cultura, à preservação ambiental e à valorização da Amazônia. Ao longo dos anos, participou de campanhas de conscientização, projetos sociais e iniciativas voltadas à defesa dos biomas brasileiros, frequentemente utilizando sua visibilidade para ampliar discussões sobre sustentabilidade e diversidade cultural.

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Dira Paes é casada com o diretor de fotografia Pablo Baião, com quem mantém um relacionamento desde meados dos anos 2000. Juntos, eles têm dois filhos: Inácio, nascido em 2008, e Martim, que veio ao mundo em 2015.

Reprodução do Instagram @dirapaes