Durante a missão, a equipe científica liderada pela bióloga María Emilia Bravo, da Universidade de Buenos Aires, registrou ainda 28 espécies até então desconhecidas, incluindo anêmonas, ouriços, vermes marinhos, moluscos e outros corais. A importância desses ambientes vai muito além de sua dimensão.
As descobertas realizadas no Planalto de Blake e na Patagônia reforçam o quanto o oceano profundo ainda permanece pouco conhecido. Cada nova expedição revela ecossistemas complexos que se desenvolvem no frio e na escuridão por períodos extremamente longos.
Embora raramente apareçam em imagens turísticas, esses recifes representam uma parcela importante da biodiversidade marinha e desempenham funções essenciais para a saúde dos oceanos. Preservá-los significa proteger estruturas vivas construídas lentamente ao longo de milhares de anos em regiões onde a luz do Sol jamais alcança.