Somente décadas depois surgiu o nome éclair, que acabaria se tornando sinônimo de um dos mais famosos ícones da pâtisserie francesa. A palavra éclair significa 'relâmpago' em francês. Historiadores da gastronomia especulam que o nome se deu porque o doce brilha quando recebe a cobertura. Outra explicação popular é que eles desaparecem tão rapidamente que somem como um relâmpago. No Brasil, o nome 'bomba' faz referência à sensação de 'explosão' na boca ao dar a primeira mordida no recheio cremoso
Para entender o éclair, é preciso entender a massa choux. O nome vem do francês e significa 'repolho', pois a massa forma bolinhas irregulares que se assemelham a essa verdura. O detalhe mais curioso é que ela não precisa de nenhum fermento, porque cresce apenas devido ao vapor durante o cozimento. O resultado é uma casca firme e crocante por fora, completamente oca por dentro.
O éclair é extremamente versátil quanto ao recheio. O creme de confeiteiro clássico é aromatizado com baunilha, chocolate ou café. Há também versões com ganache, creme de avelã, recheios de frutas como morango, maracujá e limão siciliano, além de chantilly e mousses para versões mais leves.
As famosas 'carolinas' de padaria, feitas com massa choux, recheadas de doce de leite e cobertas de chocolate, também originaram dessa mesma receita. A diferença é apenas o formato. Enquanto o éclair tem forma alongada, a carolina é redonda.
Um antigo slogan francês resume bem a essência desse doce: 'Et un bon éclair se dévore toujours en un éclair!', que em português significa: 'E uma boa bomba se devora sempre num relâmpago!' Presente em vitrines de confeitarias ao redor do mundo, o éclair é um clássico que nunca sai de moda e segue conquistando novos fãs com cada releitura moderna.