Especialmente no primeiro ano de vida, a criança tem necessidade de sugar. A sucção é um comportamento reflexo natural e vital do bebê, que pode ser visto até mesmo em ultrassonografias, com o feto chupando o dedinho.
No entanto, de acordo com Sociedade Brasileira de Pediatria (SBC), bebês muito pequenos que usam chupeta podem acabar mamando por menos tempo. Isso se deve à confusão entre as duas formas de sucção, o que pode impactar na produção de leite materno.
Por isso, o recomendável é que não se introduza o uso da chupeta até que a amamentação tenha se consolidado. E quando isso ocorrer, os especialistas recomendam uso moderado.
O exercício muscular realizado durante a amamentação é fundamental para o desenvolvimento adequado da boca, dos ossos da face e da dentição. O uso frequente da chupeta envolve um padrão de sucção diferente, que pode interferir nesse processo quando se prolonga por muito tempo.
Como consequência, algumas crianças podem apresentar alterações na mordida, dificuldades na mastigação, problemas na fala e outros impactos no desenvolvimento oral.
Ainda assim, caso a decisão seja a de oferecer a chupeta à criança, a Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda que o uso seja restrito apenas ao primeiro ano de vida. Além disso, reforça que a introdução só deve ocorrer após a consolidação da amamentação.
A entidade alerta os pais para o caso de uso de chupeta por crianças que já adquiriram a fala ou estão com mais de seis anos. Nessas situações, o item pode estar cumprindo função psíquica na rotina infantil, indicando questões emocionais que necessitam de atenção.