No entanto, os filhos dessas uniões continuam excluídos da linha sucessória. A reforma busca ampliar o número de integrantes disponíveis para representar a monarquia em cerimônias, eventos oficiais e compromissos públicos, já que a família imperial reúne atualmente apenas 16 membros, dos quais somente cinco são homens.
A medida representa a mudança mais significativa nas regras da monarquia desde o período pós-Guerra, mas preserva um dos pontos mais debatidos do sistema sucessório. Apesar das alterações, mulheres continuam impedidas de herdar o chamado Trono do Crisântemo, o que mantém a princesa Aiko, única filha do imperador Naruhito, fora da linha de sucessão.
Pelas regras em vigor, o primeiro sucessor é o príncipe Fumihito, irmão mais novo do imperador, seguido por seu filho, o príncipe Hisahito. O terceiro na ordem de sucessão é o tio de Naruhito, de 90 anos, o que evidencia a limitação da atual linha hereditária.
Caso Hisahito não tenha um filho homem, a sucessão ficará sem novos herdeiros elegíveis segundo a legislação vigente. Embora o Japão tenha sido governado por oito imperatrizes ao longo de sua história, as leis modernas restringem o trono exclusivamente aos descendentes masculinos pela linhagem paterna.