Os pica-paus conseguem golpear troncos dezenas de vezes por segundo sem sofrer danos cerebrais. Isso é possível graças ao formato do crânio, aos músculos do pescoço e a estruturas que ajudam a absorver o impacto.
Em muitas espécies, a língua pode ser maior que o próprio bico. Ela possui ponta pegajosa e pequenos ganchos que facilitam a captura de insetos escondidos em fendas da madeira.
Grande parte da alimentação é composta por larvas, formigas, cupins e besouros. Ao retirar esses animais das árvores, os pica-paus ajudam a controlar naturalmente populações de insetos.
Em vez de utilizar ninhos prontos, muitas espécies abrem cavidades nos troncos. Esses abrigos também acabam sendo aproveitados posteriormente por outras aves e pequenos mamíferos.
As penas da cauda são rígidas e resistentes, servindo como um terceiro ponto de apoio enquanto a ave permanece na posição vertical. Isso garante estabilidade durante a escalada e as bicadas.
Os pica-paus estão distribuídos por florestas, bosques e áreas arborizadas de diversos continentes. A única exceção natural é a Oceania, onde praticamente não existem espécies nativas.
A maioria apresenta dois dedos voltados para a frente e dois para trás. Essa disposição, aliada às garras fortes, facilita a aderência aos troncos e galhos.
O personagem Pica-Pau, criado em 1940 por Walter Lantz, tornou-se um dos desenhos animados mais famosos do mundo. Embora tenha comportamento totalmente fictício e exagerado, contribuiu para tornar essa ave conhecida por várias gerações e aumentou o interesse do público pelos pica-paus reais.