Apesar dos avanços, muitos aspectos permanecem sem resposta, incluindo o verdadeiro significado das figuras e sua possível relação com fenômenos astronômicos. Especialistas defendem que novas escavações serão fundamentais para esclarecer essas questões.
A pesquisa também reforça a revisão de uma antiga visão sobre a floresta amazônica, durante muito tempo considerada praticamente intocada antes da colonização europeia. Evidências acumuladas nas últimas décadas mostram a existência de estradas, canais, plataformas e grandes centros de ocupação espalhados por diferentes partes da região.
Relatos feitos por exploradores do século 16, antes vistos com desconfiança, descreviam populações numerosas ao longo dos rios amazônicos, cenário que hoje encontra respaldo crescente entre arqueólogos. Os pesquisadores estimam que, no auge da sociedade Aquiry, entre os anos 100 e 300 d.C., a população local pode ter alcançado até 3 milhões de habitantes, embora esse cálculo ainda provoque debates na comunidade científica.
Outro ponto de preocupação envolve a preservação desse patrimônio, ameaçado pelo avanço do desmatamento, da exploração madeireira e da expansão agrícola, que podem destruir sítios arqueológicos antes mesmo de serem estudados. O real motivo do desaparecimento da civilização dos Aquiry entre os séculos 9 e 10 até hoje permanece um mistério.