Depois de estudar cinema na Polônia, Polanski começou a chamar atenção com curtas-metragens. Em 1962, ele lançou seu primeiro longa, “A Faca na Água”. O filme foi indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro e ajudou a projetar o diretor internacionalmente. Poucos anos depois, ele se estabeleceu no Reino Unido e realizou “Repulsa ao Sexo”, estrelado por Catherine Deneuve. O suspense psicológico revelou características que se tornariam recorrentes em sua obra, como a exploração da instabilidade
Em seguida, “O Bebê de Rosemary” consolidou seu nome em Hollywood. Lançado em 1968, o filme transformou Polanski em um dos principais nomes do cinema de horror psicológico. A história de uma jovem que desconfia de uma conspiração envolvendo sua gravidez combinava elementos sobrenaturais e conflitos psicológicos. O filme também marcou uma colaboração de destaque com o compositor Krzysztof Komeda e com a atriz Mia Farrow. A Academia reconheceu o roteiro adaptado de Polanski com uma indicação ao Os
Em 1974, Polanski dirigiu “Chinatown”, considerado um dos grandes filmes da chamada Nova Hollywood. Com Jack Nicholson e Faye Dunaway nos papéis principais, o longa recuperou elementos do cinema noir e os combinou a uma narrativa sobre corrupção, poder e decadência. O filme recebeu 11 indicações ao Oscar, incluindo a de melhor direção para o cineasta franco-polonês.
A vida pessoal do diretor, entretanto, sofreu uma ruptura dramática em 1969, quando sua esposa, a atriz Sharon Tate, grávida, foi assassinada por integrantes do grupo liderado por Charles Manson. O episódio provocou enorme repercussão e marcou profundamente Polanski (na foto, o cineasta em seu casamento com Tate). Anos depois, em 1977, ele foi acusado nos Estados Unidos de estupro de uma adolescente de 13 anos. Após permanecer detido e cumprir parte das condições judiciais, deixou o país em 1978
Mesmo vivendo principalmente na Europa, Polanski continuou dirigindo filmes de grande repercussão. “Tess”, lançado em 1979, recebeu três Oscars, enquanto “O Pianista”, de 2002, tornou-se um dos pontos altos de sua carreira. O drama sobre um pianista judeu que tenta sobreviver à ocupação nazista de Varsóvia dialogava diretamente com a experiência de infância do diretor. A produção venceu a Palma de Ouro em Cannes e recebeu sete indicações ao Oscar. Polanski ganhou o prêmio de melhor diretor, enqu
A consagração internacional não encerrou as controvérsias em torno de seu nome. Em 2009, Polanski foi detido na Suíça a pedido das autoridades americanas, mas acabou não sendo extraditado para os Estados Unidos. O episódio reacendeu o debate sobre sua situação jurídica e sobre a separação entre a obra de um artista e sua conduta pessoal. Ao longo dos anos, movimentos de defesa das vítimas e setores da indústria cinematográfica passaram a questionar de maneira mais contundente homenagens e oportu
A contribuição de Polanski para o cinema é expressiva, com filmes que atravessaram gêneros e influenciaram diferentes gerações de realizadores. Ao mesmo tempo, os episódios de sua vida pessoal e sua situação judicial fazem parte incontornável de qualquer análise sobre sua trajetória. A Academia registra Polanski como vencedor do Oscar de direção por “O Pianista”, além de outras indicações por “O Bebê de Rosemary”, “Chinatown” e “Tess”. Entre o reconhecimento artístico e a controvérsia, sua carre