Com cerca de 58,5 quilômetros, a estrada faz parte do Sistema Anchieta-Imigrantes e possui pistas com características distintas para atender ao fluxo entre a capital paulista e a Baixada Santista. A primeira pista foi inaugurada em 1974, em um período no qual a construção de estradas na serra exigia intervenções mais extensas no ambiente natural.
Para abrir caminho, aproximadamente 16 milhões de metros quadrados de vegetação foram retirados. Décadas depois, a construção da segunda pista adotou uma estratégia diferente, com túneis e viadutos que permitiram atravessar a montanha sem ocupar continuamente as encostas.
Inaugurada em dezembro de 2002, essa pista possui cerca de 21 quilômetros e reduziu de forma expressiva a área afetada pela obra, estimada em aproximadamente 400 mil metros quadrados. O contraste representa uma redução de cerca de 97,5% na vegetação suprimida em comparação com a primeira pista.
No trecho de serra, a rodovia utiliza uma combinação de estruturas para vencer o relevo, incluindo longos túneis e grandes viadutos. Alguns túneis da pista mais nova ultrapassam três quilômetros de extensão, enquanto o conjunto da rodovia reúne dezenas de estruturas destinadas a reduzir a necessidade de cortes na montanha.
A Imigrantes também apresenta uma particularidade importante: a pista descendente da serra não é utilizada por caminhões, que precisam recorrer à Via Anchieta para chegar ao litoral. A operação das duas rodovias funciona de forma integrada e pode ter os sentidos de circulação alterados conforme a demanda, principalmente em feriados e períodos de grande movimento.
As condições climáticas da Serra do Mar representam outro desafio, pois chuva forte, neblina e baixa visibilidade podem surgir subitamente. Por isso, o sistema conta com câmeras, estações meteorológicas, painéis eletrônicos e equipes responsáveis por acompanhar as condições da pista.
Em situações de neblina intensa, a chamada 'Operação Comboio' pode ser adotada, com veículos da concessionária e da Polícia Militar Rodoviária à frente dos motoristas para controlar a velocidade e aumentar a segurança. Hoje, a SP-160 é um exemplo de como infraestrutura, logística e preocupação ambiental podem fazer parte do mesmo projeto.