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Pedra de Roseta: a descoberta que revelou os segredos do Egito Antigo


Há 227 anos, em 15 de julho de 1799, a Pedra de Roseta foi descoberta por soldados franceses durante a campanha de Napoleão Bonaparte no Egito. A peça foi encontrada perto da cidade de Rashid, conhecida pelos franceses como Roseta.

Por Flipar
- Reprodução de curadores do Mureu Britãnico

A Pedra de Roseta é considerada um dos achados mais importantes da arqueologia e dos estudos sobre línguas antigas. Isso porque suas inscrições foram fundamentais para decifrar os hieróglifos egípcios, cujo significado havia se perdido ao longo dos séculos.

Andre Olavo Leite/Wikimédia Commons

O fragmento de granodiorito foi fundamental para que estudiosos conseguissem decifrar os antigos hieróglifos egípcios. O conhecimento desse sistema de escrita havia se perdido durante muitos séculos após o fim do Egito Antigo.

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A Pedra de Roseta foi encontrada durante obras no Forte Julien, perto da cidade de Roseta, atualmente chamada Rashid, no delta do Rio Nilo. O local fica a cerca de 55 quilômetros a nordeste de Alexandria.

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O oficial e engenheiro militar francês Pierre-François Bouchard é associado à descoberta da Pedra de Roseta. Ele percebeu a importância das inscrições gravadas na peça e comunicou o achado aos seus superiores.

Reprodução do Instagram @rivadaviadrummond

A Pedra de Roseta é uma laje de granodiorito, rocha semelhante ao granito. Com cerca de 112 cm de altura, 76 cm de largura e 28 cm de espessura, a peça pesa aproximadamente 760 kg.

flickr Fink1530

O que torna a Pedra de Roseta extraordinária é a presença do mesmo decreto em três sistemas de escrita: hieróglifos, demótico e grego antigo. Na época, o Egito era governado pela dinastia ptolomaica, de origem greco-macedônica.

Reprodução do Instagram @rivadaviadrummond

O texto gravado na Pedra de Roseta é um decreto de 196 a.C., promulgado por sacerdotes reunidos em Mênfis. Ele exalta o faraó Ptolomeu V, registra benefícios concedidos aos templos e estabelece honras religiosas ao monarca.

Domínio Público/Wikimédia Commons

Após a derrota das tropas francesas no Egito, a Pedra de Roseta passou para o controle britânico em 1801, pelos termos da Capitulação de Alexandria. Levada para a Inglaterra em 1802, foi entregue ao Museu Britânico, em Londres, onde permanece até hoje.

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Mais de dois séculos depois de ter sido levada para a Inglaterra, a permanência da Pedra de Roseta no Museu Britânico ainda provoca controvérsia. Ao longo dos anos, autoridades e arqueólogos egípcios têm defendido a devolução da peça ao Egito.

Domínio Público/Wikimédia Commons

Dois estudiosos tiveram papel decisivo: o inglês Thomas Young identificou valores fonéticos em alguns hieróglifos. Já o francês Jean-François Champollion avançou na compreensão do sistema e, em 1822, apresentou os princípios que permitiram decifrar a escrita hieroglífica.

Reprodução de vídeo EURONEWS

Champollion demonstrou que os hieróglifos não eram apenas símbolos figurativos, como muitos estudiosos acreditavam. A escrita egípcia combinava sinais fonéticos, que representavam sons, com outros que indicavam palavras, ideias ou ajudavam a determinar seu significado.

Reprodução de Musée Champollion - les Écri

A decifração dos hieróglifos abriu caminho para a leitura de inúmeros textos e inscrições do Egito Antigo, revelando aspectos de sua história, religião e sociedade. A Pedra de Roseta tornou-se, assim, símbolo de uma “chave” capaz de desvendar grandes mistérios.

Reprodução de vídeo EURONEWS

Hoje, “Pedra de Roseta” também é usada como metáfora para uma chave capaz de tornar compreensível algo antes indecifrável. A decifração dos hieróglifos impulsionou a egiptologia moderna e transformou profundamente o conhecimento sobre o Egito Antigo.

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