Em participação no podcast 'Wiser Than Me', apresentado por Julia Louis-Dreyfus, Andrews também falou sobre a maneira como encara o envelhecimento. A atriz reconheceu que convive com 'dores e incômodos', mas afirmou que sua percepção sobre a própria idade é bastante diferente. 'Me sinto como se tivesse uns 50 anos, para ser sincera. Enquanto meu cérebro aguentar, estou bem. Sabe, e não me sinto mal de jeito nenhum agora. Quero fazer mais coisas, quero me exercitar mais e tudo mais'.
Julia Elizabeth Wells, que adotaria o nome artístico Julie Andrews, nasceu em 1º de outubro de 1935, em Walton-on-Thames, no Reino Unido, na Inglaterra. Ela começou a carreira ainda criança. Filha de uma pianista e com um padrasto cantor, passou a se apresentar profissionalmente durante a década de 1940, em espetáculos de variedades, no rádio e na televisão britânica. Sua voz excepcional chamou atenção desde cedo e, aos 12 anos, ela já fazia apresentações solo. A experiência nos palcos abriu cam
Aos 19 anos, Andrews chegou à Broadway no musical “The Boy Friend”, em 1954, e rapidamente se tornou um dos principais nomes dos palcos americanos. Dois anos depois, assumiu o papel de Eliza Doolittle em “My Fair Lady”, contracenando com Rex Harrison, e recebeu sua primeira indicação ao Tony. Em 1960, voltou a se destacar em “Camelot”, interpretando a rainha Guinevere ao lado de Richard Burton. O sucesso no teatro consolidou sua reputação antes mesmo de Hollywood transformar a atriz em uma estre
A transição para o cinema aconteceu de maneira extraordinária em 1964, quando Andrews interpretou a protagonista de “Mary Poppins”, produção da Disney dirigida por Robert Stevenson. O desempenho como a babá mágica rendeu à atriz o Oscar de melhor atriz, além de prêmios como o Globo de Ouro e o BAFTA. No ano seguinte, ela viveu Maria von Trapp em “A Noviça Rebelde”, outro enorme sucesso e um dos musicais mais populares da história do cinema
O papel em 'A Noviça Rebelde' garantiu a ela uma nova indicação ao Oscar e consolidou sua imagem como uma das grandes estrelas de Hollywood. Ao longo das décadas seguintes, Andrews diversificou sua filmografia e trabalhou em projetos de diferentes gêneros. Entre seus trabalhos estão “Cortina Rasgada”, “Positivamente Millie”, Lili e “Minha Adorável Espiã”, além de diversas produções dirigidas por Blake Edwards, seu segundo marido. Em 1982, voltou a receber uma indicação ao Oscar por “Victor/Victo
A carreira de Andrews sofreu uma mudança significativa em 1997, quando suas cordas vocais foram danificadas durante uma cirurgia. A atriz não recuperou a voz de canto que havia se tornado uma de suas principais marcas, mas continuou trabalhando em diferentes áreas. Em 2001, voltou ao cinema em “O Diário da Princesa”, interpretando a rainha Clarisse Renaldi, personagem que reprisaria na sequência de 2004. Também emprestou sua voz a personagens de animações como “Shrek” e “Meu Malvado Favorito”, a
Reconhecida por uma carreira que se estende por mais de sete décadas, Julie Andrews também se tornou autora de livros infantis e publicou memórias sobre sua vida e trajetória profissional. Entre as principais homenagens recebidas estão o Kennedy Center Honors, em 2001, o Screen Actors Guild Life Achievement Award, em 2007, e o AFI Life Achievement Award, em 2022. Desde 2020, Andrews também é conhecida por narrar Lady Whistledown na série “Bridgerton”, da Netflix, mantendo sua presença no entrete