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Carroça-bomba, mortos e um mistério: o atentado que abalou Wall Street há 116 anos


Há 106 anos, em 16 de setembro de 1920, um atentado atingia o coração financeiro de Nova York, nos Estados Unidos. Uma explosão ocorreu pouco depois do meio-dia, em meio ao intenso movimento de trabalhadores e pedestres. A bomba foi colocada em uma carroça estacionada na região de Wall Street. O ataque deixou 38 mortos e cerca de 300 feridos, além de provocar uma grande destruição nas proximidades.

Por Flipar
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A explosão aconteceu diante do edifício que abrigava a J.P. Morgan & Co., uma das instituições financeiras mais importantes do país. A força da detonação espalhou fragmentos metálicos pela região, atingindo pessoas, veículos e construções. Vidraças de diversos prédios foram quebradas e destroços ficaram espalhados pelas ruas. O cenário transformou rapidamente uma movimentada área comercial em um local de caos e atendimento às vítimas.

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A investigação indicou que os responsáveis utilizaram uma grande quantidade de explosivos acompanhada de fragmentos de metal, estratégia destinada a ampliar o número de vítimas. Uma carroça puxada por cavalos foi usada para transportar o artefato até o local. O condutor deixou a região antes da explosão e nunca foi identificado. Apesar dos esforços das autoridades, não houve uma conclusão definitiva sobre a identidade dos autores.

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O atentado ocorreu em uma época de forte tensão política e social nos Estados Unidos. O país havia acabado de atravessar a Primeira Guerra Mundial e enfrentava conflitos trabalhistas, movimentos radicais e uma crescente repressão política. Ataques promovidos por grupos anarquistas haviam ocorrido nos anos anteriores, inclusive uma série de explosões em 1919. Esse contexto fez com que as suspeitas recaíssem rapidamente sobre militantes anarquistas.

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Entre as pistas encontradas estava um panfleto deixado nas proximidades do local da explosão. O material fazia ameaças e exigia a libertação de presos políticos, apresentando características semelhantes às mensagens utilizadas por grupos radicais. Os investigadores passaram a considerar especialmente os seguidores do anarquista italiano Luigi Galleani. Apesar disso, as autoridades nunca conseguiram reunir provas suficientes para atribuir oficialmente o atentado a ele ou a seus seguidores.

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Wall Street, onde ocorreu o ataque, já ocupava uma posição central na economia americana na época. Localizada no sul de Manhattan, a rua havia se transformado, ao longo dos séculos, em símbolo do mercado financeiro dos Estados Unidos. Seu nome passou a representar não apenas aquela via, mas também bancos, empresas, investidores e instituições ligados ao sistema financeiro. O atentado, portanto, atingiu um dos principais símbolos do poder econômico americano.

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A região também abrigava instituições diretamente relacionadas ao funcionamento do mercado financeiro, o que aumentou o impacto simbólico da explosão. O prédio da J.P. Morgan foi atingido, embora o banqueiro J. P. Morgan Jr. não estivesse no local naquele momento. Mesmo diante da destruição, Wall Street voltou a funcionar rapidamente, em uma demonstração de resistência e de tentativa de impedir que o ataque provocasse uma paralisação prolongada.

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Mais de um século depois, o atentado de 16 de setembro de 1920 continua sem uma solução definitiva. O episódio entrou para a história como um dos primeiros grandes ataques de caráter terrorista contra um centro financeiro dos Estados Unidos. As marcas deixadas pelos fragmentos da explosão ainda podem ser observadas na fachada do antigo prédio da J.P. Morgan. A ausência de um responsável oficialmente identificado mantém o caso como um dos mistérios da história de Wall Street.

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