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Parque Nacional da Chapada Diamantina reúne natureza, história e aventura na Bahia


Em 17 de setembro de 2026, o Parque Nacional da Chapada Diamantina completa 41 anos de criação. A unidade de conservação foi instituída em 1985, pelo Decreto nº 91.655, para proteger uma parcela da Serra do Sincorá, na Bahia. Com 152.141,87 hectares, o parque é uma das principais áreas protegidas do estado. Seu território reúne paisagens naturais, biodiversidade e locais de importância histórica. Ao longo das décadas, tornou-se também um dos principais destinos de ecoturismo do país.

Por Flipar
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O parque está situado na região da Chapada Diamantina e abrange os municípios de Andaraí, Ibicoara, Itaetê, Lençóis, Mucugê e Palmeiras. Apesar da associação frequente entre o parque e a região como um todo, os dois conceitos não são equivalentes. A Chapada Diamantina é uma extensa região turística e geográfica do interior baiano, enquanto o parque corresponde a uma área específica de proteção ambiental. A unidade está inserida na Serra do Sincorá, parte da cadeia montanhosa da Serra do Espinhaç

Stéphanie Santos/Wikimedia Commons

Com administração do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), o parque reúne características de três biomas brasileiros: Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica. Também estão presentes os campos rupestres, ecossistemas associados às áreas de altitude e às características particulares do solo e do relevo. Essa diversidade ambiental favorece a ocorrência de diferentes espécies de animais e plantas. Entre as ameaçadas protegidas na unidade estão a onça-pintada, a onça-parda, o t

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A paisagem do parque é marcada por montanhas, vales, cânions, rios e cachoeiras. De acordo com o ICMBio, são quase 300 quilômetros de trilhas, 33 cachoeiras, duas cavernas, dez locais de escalada e 16 sítios históricos. Entre os principais atrativos está a Cachoeira da Fumaça, uma das quedas-d’água mais conhecidas do Brasil. O Vale do Pati também se tornou referência entre praticantes de trekking e visitantes interessados em travessias. O conjunto de atrações faz da unidade um importante destino

Ederval Rocha/Wikimedia Commons

A história da Chapada Diamantina, entretanto, não se resume às suas paisagens. A região teve sua ocupação profundamente marcada pela exploração de ouro e, posteriormente, de diamantes, principalmente durante o século 19. O garimpo transformou povoados em importantes centros comerciais e deixou marcas na arquitetura, nas trilhas e na cultura regional.

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Lençóis é um dos exemplos mais conhecidos desse processo e teve seu conjunto arquitetônico e paisagístico tombado pelo Iphan em 1973. A cidade preserva construções relacionadas ao período de expansão da mineração.

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A exploração de diamantes teve papel decisivo na formação econômica e social de diferentes localidades da Chapada. Segundo o Iphan, Lençóis chegou a ser, entre 1845 e 1871, a maior produtora mundial de diamantes e um importante entreposto comercial. Com o declínio do ciclo mineral, a região passou por transformações econômicas e encontrou no turismo uma nova atividade de destaque. Atualmente, patrimônio histórico e paisagens naturais são elementos centrais da identidade da Chapada Diamantina.

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A visitação ao parque ocorre por diferentes acessos e envolve atrativos distribuídos pelos seis municípios que fazem parte da unidade. O ICMBio informa que existem 38 trilhas de entrada e que muitas delas apresentam condições rústicas, sem sinalização ou cobertura de telefonia celular. Por isso, o órgão recomenda planejamento prévio e atenção às características de cada percurso. A contratação de condutores pode ser importante especialmente em travessias e locais de maior complexidade. A estrutur

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